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Bitolamento Agudo, um mal comum

Sempre tive aversão à bitolados.

Política, religião, futebol, sexo ou qualquer outro assunto. Gente que embala na conversa e a partir desse momento, não existe mais nada no mundo além do que ele considera verdade absoluta.

Contrarie-os, e nesse exato momento sinta o ódio e rancor atravessarem seu coração. É como se fosse pecado ter uma opinião diferente da deles. Discussão saudável sobre diferentes pontos de vista? Esqueça. Ele está certo, e ponto.

Eu? Abstraio. Sei que não vai resultar em nada tentar discutir o tema. Escuto quieta e deixo aquele blá blá blá todo entrar por um ouvido e sair pelo outro.

E o que é pior? No fim das contas, a pessoa pode até estar certa ou ter um ponto de vista legal sobre o tema. Mas o simples fato de ela ser bitolada e não aceitar críticas me bloqueia. Crio uma barreira invisível sobre o tema para aquele momento. Perde-se credibilidade quando se fala demais e quase nunca está disposto a ouvir os outros.

Engraçado como a maioria dos bitolados prega o valor da individualidade do ser humano, e no fim das contas procura pessoas em comum. Os mesmos gostos, as mesmas opiniões. Convivência fácil, dificilmente haverão discussões. COME ON!

O bom da vida é discutir, compartilhar, celebrar as diferenças. As melhores noites de minha vida foram regadas à cerveja numa mesa rodeada de pessoas com opiniões adversas. E várias discussões acaloradas. É normal pensar diferente. É normal mudar de opinião. É certo ouvir o que os outros pensam sobre determinado assunto.

Deixe de ter Bitolamento Agudo, e aprenda a conviver com diferenças. Ninguém disse que ia ser fácil. Mas faça o melhor de si.

E SaiDaqui!

Peitos ou tripas?

 

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Faça a pergunta do título a uma pessoa, indagando qual das suas partes do corpo ela prefere ver, e creio que ela responderá “peitos” – de alguém do sexo oposto, só pra deixar claro. É uma parada óbvia, sexo é muito mais intrínseco do ser humano do que a violência, embora as duas coisas sejam importantes como ferramentas para prolongar a existência da espécie. A Violência serve para nossa sobrevivência em relação ao meio em que vivemos, como um gatilho pressionado nos momentos mais tensos. Deveria ter sido praticamente abandonada desde que tomamos consciência de nossa suposta racionalidade e resolvemos morar em grandes conglomerados urbanos, mas humanos não são seres que vivem tão bem entre si como se imagina, e por isso a Violência tende a se perpetuar continuamente. E o Sexo… bem, o sexo tem duplo propósito: prazer e reprodução, coisas bem básicas, do tipo que todos nascem praticamente sabendo. E isso me leva a uma questão bem trivial, porém intrigante: por que a sociedade aceita com MUITO mais facilidade a Violência (seja ela de cunho psíquico ou puramente visual) do que o Sexo? Nossa racionalidade e lógica – que frequentemente usamos para nos posicionar como o ser dominante do planeta – não deveria GRITAR que sexo é uma coisa infinitamente melhor que violência? Creio que a resposta a essas perguntas passam por uma série de questões e responde a várias outras.

O ser humano é completamente dependente do aprendizado paterno e não possui praticamente nenhum comportamento incorporado em sua própria pessoa, de modo instintivo, como vemos em outros animais. Se você deixar um bebê para ser criado por macacos, ele vai ser um macaco em pouco tempo. Se deixar no meio dos lobos – sabe Mogli? É inspirado numa história real – ele vai comer carne crua, ter hábitos noturnos, vai ser quadrúpede e vai soltar grunhidos ao invés de falar. Além de morrer bem rápido se você tentar impor seu modo de vida ocidental para ele. A nossa percepção, ao ver a cena, vai dizer que alguma coisa tá errada, mas a do menino-lobo não! Cultura, percepção e aprendizado são fatores que influenciam nosso comportamento muito mais do que qualquer traço genético ou resquício de superioridade evolutiva. Por mais que essa questão ainda seja passível de avanços em estudos, creio que essa constatação básica não mudará. Levando isso em conta, é de se imaginar que essa repulsa externa por sexo presente num sem-número de pessoas, seja um comportamento herdado, e não-natural. Um guri nasce punheteiro em potencial, e isso é mais que comprovado – fora que a punheta é importante, como bem mostrou o Synthzoid. As exceções se devem em casos de distúrbios hormonais ou de personalidade – que também são efeitos colaterais da nossa vida nas Cidades. A ação punitiva dos pais é que (talvez) o torne envergonhado de colar páginas de revistas (hoje devem ser as teclas de computador). Ao se tornar um adulto, por mais libertário que seja, é muito provável que carregue parte desse comportamento repressor do pai com ele, mesmo que de modo quase inconsciente e voluntário. Se esse é um comportamento incorporado, é de se imaginar que exista alguém, ou alguma organização por trás disso. Ou uma teia complexa de pessoas e organizações.

Uma delas é naturalmente a Igreja Católica. Mas antes dela, tivemos o maior Vilão da História do Pensamento despejando a idéia dele com relação a isso: Platão. Se observar todas as idéias e supostas contribuições de Platão para o modo de pensar ocidental, facilmente se chega a conclusão que ele serviu de base para muitos aspectos do Cristianismo (um dia falarei de Abraão, que, segundo nos conta a tradição, é pai das três maiores religiões monoteístas do mundo, e por isso merece meu desprezo). Ele era o cara do mundo Metafísico, que dizia que a vida na Terra era inútil – não pra ele, que cantarolava por aí que os políticos gregos eram mandados pelos deuses – e vivia filosofando. Se dizia amante da Liberdade, mas perseguiu os Sofistas sem dó, depois que eles botaram abaixo muito da retórica imponente dele (não é fazendo propaganda do Nerds Somos Nozes de novo, mas recomendo que leiam ESSE texto que fiz sobre o assunto) e ainda tiraram uma com a cara dele – e lucravam alto com isso. Platão foi um dos primeiros que pregou sobre o Amor da forma que o conhecemos hoje. Apesar dele não condenar diretamente o sexo, ele colocou o Amor como uma busca, uma manifestação da nossa vontade de se completar, e esse tipo de afirmação, naturalmente, se sobrepõe ao nosso desejo sexual – é preciso amar, completar a busca, que geralmente termina frustada. Antes de Platão, existiram os cultos a Dionísio e o modo de vida bizarro dos espartanos, que se achavam tão machos que pensavam que as mulheres não mereciam amor… e os homens se amavam entre si. Eram machões-homossexuais, algo bem paradoxal para os nossos padrões modernetes. E todos esses povos gregos eram naturalmente propensos a violência também. Viviam em guerra, e pensavam ser a morte em batalha, a mais honrada de todas.

Os gregos, como percebemos, eram seres bem liberais no tocante a sexualidade. Os romanos, que basicamente foram gregos com mais pedaços de terra sob seu poder, seguiram essa cartilha violenta-liberal em quase todos os seus aspectos. Conhecemos a história de Calígula, uma espécie de vórtice carregado de excessos de Sexo e Violência, uma representação da inconsequência carnal da forma mais absurda possível. Mas as coisas não iriam muito por esse lado, principalmente após a ascensão do poder Papal – foi após a nomeação do Bispo de Roma como supremo chefe da Igreja Católica, é que ela se tornou a estrutura unificada que conhecemos hoje. Bom, não vou analisar profundamente a forma como a Igreja Católica trata a questão sexual – até porque ela é bem conhecida – mas basta lembrar que os velhotes que sentam a bunda no trono da Basílica de São Pedro, insistem em dizer que sexo é só pra reprodução, que camisinha é coisa do demo, que devemos assinar um contrato para fazer sexo… essas coisas. Por outro lado, cultuam a violência! É só estudar as campanhas judaicas no deserto – dizimando inclusive crianças sob ordens de Deus -, as torturas que Deus impôs a um servo que ele supostamente amava – Jó. Fora que ele ainda fez uma aposta com Satã -, o modo como Deus mandou Coré, Datã e Abirã para baixo da terra depois deles se rebelarem, duas ursas sob ordens de Deus destroçando 42 guris que zuaram Eliseu… enfim, a Bíblia é um livro bem sangrento e repressivo, e o reinado Católico sobre o planeta em tempos passados, tratou de perpetuar a sanha assassina de Deus.

Podem parecer delírios malucos dos seguidores da Bíblia, mas eles influenciaram bastante todo o modo de pensar de uma sociedade, principalmente a americana. E chegamos até os dias de hoje, onde brucutus no cinema podem arrancar cabeças alheias, mas um casal apaixonado tirando a roupa tresloucadamente é proibitivo. Rambo arrancando braços com uma .50 pode passar nos cinemas, mas 9 Songs, com um casal transando em meio a uma Londres cheia de festivais musicais não! Sangue sim, fluídos sexuais não. Me parece até uma espécie de culto místico ao sangue. “É para proteger nossas crianças…”, eles dizem. Sempre elas, as crianças. Desenhos para crianças não podem ter sequer insinuações sexuais, mas podem ser recheados de violência, tipo os clássicos Pica-Pau e Tom & Jerry (não por muito tempo, em breve proíbem esses também, e colocam todo o mundo para assistir aquele enrustido do Barney ou o festival de retardamento dos Telletubies). Sou fã desses desenhos, mas eles demonstram uma certa demagogia imbecilizante por parte dos que controlam as coisas por aí. Mesmo em filmes para adolescentes e jovens, um mamilo exposto é muito mais passível de punição de subida de escala na faixa etária, do que um pouco de sangue emporcalhando tudo.

Certamente que, se fosse pra escolher, preferia uma sociedade de doentes sexuais se masturbando e transando inconsequentemente na rua, do que uma de reprimidos amargos e viciados em esmagar algumas cabeças e estripar pessoas. Pensemos na lógica extrema-inversa: preferia um mundo completamente sem violência do que um mundo sem sexo, e creio que a esmagadora maioria da população do mundo pensa da mesma forma. É por isso que me parece tão absurdo que o sexo – inclua aí pornografia ou qualquer comportamento sexual libertário – seja reprimido e a violência seja escancarada até virar espetáculo, inclusive no jornalismo e na literatura. Por que não substituir o jornal do meio dia – geralmente com tripas a mostra de modo inconsequente – por um pouco do velho Cine Privê? Ou mandar o Datena e o festival sanguinário deprê dele pastar, e trazer de volta a Paula Coelho e o saudoso Nutícias?

Tenho certeza que uma sociedade sexual será muito mais feliz e produtiva do que uma violenta!

A Anti-Educação

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Educação parece ser uma coisa linda pelo modo como a gente ouve falar dela desde criança. É nossa mãe dizendo um Seja educado, menino; aquela professora odiosa nos ameaçando colocar de castigo porque chamamos ela de megera escrota, nosso patrão nos lembrando que não podemos ver putaria dentro do ambiente profissional… enfim, a sociedade bloqueia qualquer espécie de atitude um pouco mais improvisada e instintiva em busca de algo completamente mecânico e economicamente proveitoso. Reflexão e Instinto não são coisas muito bem vista num mundo capitalista, atitudes robóticas sim. Os extrovertidos, os bobocas que riem pra tudo, esses são os Escolhidos pela sociedade maldita que construíram. Dizem que o homem é um ser instintivo, mas é isso é completamente falacioso. Com raras exceções, sempre submetemos nosso comportamento aos costumes da sociedade que nos rodeia, é o preço que pagamos por vivermos em conglomerados habitacionais. Alguém decidiu que é assim – sabe deus porquê – e você deve seguir. Quanto mais educada uma pessoa, mais condicionada com essa situação psiquicamente irritante e depressiva ela é. Pense comigo: você está naquelas festas formais de torrar o saco – que provavelmente são o maior exemplo de educação que existe -, tipo o casamento de um primo rico. Não demora cinco minutos pra ter vontade de pegar aquelas lagostas de cima da mesa e jogar na cara daquele velho chato e afeminado que contamina e entendia a todos com suas histórias imbecis sobre dinheiro e viagens, o que é bem acentuado por causa da voz empolada dele. Se você não sente esse tipo de vontade lá do fundo da sua alma, parabéns, você é um cara educado em todos os sentidos, e esse é o passaporte para ter uma vida maravilhosa de regras, grilhões morais, empregos odiosos, todo o mundo pisando em cima de você, e, quem sabe, uma experiência cristã genuína uma vez ou outra.

Creio não ser o seu caso…

Na verdade, não é o caso de mais gente do que você imagina, mas poucos tem a capacidade de externar isso. A diferença é que os fortes dão um jeito de chutar o que os irrita, enquanto os fracos externam isso na forma de doenças. E é aí que identificamos outra engrenagem interessante para se ganhar dinheiro! Se você está infeliz, existem remédios pra isso, é o slogan publicitário. A Sociedade, a Educação NUNCA está errada… VOCÊ está errado. VOCÊ é o Paquiderme Social. Tá depressivo, a vida tá te fudendo, os vizinhos chamam a polícia se você trepar no telhado da SUA casa, teu patrão é mais idiota que um rolo de papel higiênico… existe uma solução para isso e ela se chama remédios – as drogas liberadas, pois têm carimbos de grandes farmacêuticas endinheiradas. Daí chegamos aos caras que nos rodeiam: a chamada Geração Prozac. O Prozac é o remédio da moda para matar a doença da moda: a Depressão. Na verdade não é tão da moda como a uma década atrás, porém ainda está por aí. Meio mundo tá com depressão, segundos os médicos vendidos que existem por aí. Até crianças de seis ou oito anos têm depressão. O negócio é entupi-las de Prozac, que tira o prazer sexual e estabiliza o humor de uma pessoa. É uma ferramenta para condicionar qualquer pessoa e tirar qualquer resquício de instinto maluco e primitivo que talvez tenha sobrado lá no fundo da mente. É uma forma de usar a química pra completar o trabalho que a sociedade começou.

Eu penso diferente. Um belo modo de curar a deprê é usar a Anti-Educação. O chefe te irritou? Encha o estofamento da cadeira cara dele de supercola (ou agulhas, se você for sádico) e se divirta em ver o escroto com a bunda colada na cadeira. A festa está um saco? Pegue aquela vodka barata que você deixou escondida e tome numa golada só. Tá entediado? Transe no teto da Assembléia Legislativa do seu estado (esse Eu já fiz, é bem cool) e depois corra dos seguranças como se não houvesse amanhã. Pague aquela pizza fria que colocaram na sua mesa com as quase extintas moedas de 1 centavo. Ou, se você for um ogro semi-primata, uns chutes bem colocados nas canelas de umas pessoas irritantes ajudam nessa tarefa extremamente inglória de conviver com mais seres humanos imbecis do que qualquer um suporta.

Garanto que um pouco de Anti-Educação é bem melhor que umas doses caras de Prozac (ou sei lá qual remédio estão receitando pra Depressão), e sua libido só aumentará!

Sexo (na cabeça de cima)

Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Eu quero Sexo! Me dá Sexo!
Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Eu quero Sexo! Vem cá Sexo!

Sexo – Ultraje a Rigor

Você provavelmente já se viu cantarolando essa música num momento qualquer da sua vida (e eu posso afirmar isso com ainda mais certeza para pessoas que, como eu, nasceram nos anos 80). Por ser usuário da web e estar lendo esse post, você também deve ser um consumidor assíduo de pornografia e não deve ser virgem (a não ser É CLARO que você seja um daqueles nerds-tetudos-de-óculos-fundo-de-garrafa-que-nunca-pegou-niguém).

Ainda no momento bola de cristal da criatura que vos fala, você certamente está acostumado com a predisposição da sociedade atual a falar de sexo.

Mas nem sempre é assim…

Eu, Aline, confesso a vocês que tive que segurar minha HATE MACHINE muitas vezes em conversas com pessoas conhecidas aqui no fim do mundo onde eu moro. De maneira curiosa, a maioria das pessoas que me provocaram indignação são aquelas que assumem como diretriz de comportamento as regras religiosas que regem as igrejas da vertente protestante (e não da católica: “mimimi sexo só pra fazer filho mimimimi não usem camisinha mimimimi”).

O engraçado é constatar, através de conversas com essas pessoas, que elas vão pra igreja pra arranjar alguém, não pra chegar mais perto de Deus. Fui a um culto uma vez (ARRASTADA, diga-se de passagem) e rolou tudo lá, menos pessoas querendo melhorar o espírito. Só pra citar umas coisas: gente falando da roupa do outro, do sapato, “nossa como o cabelo dela tá horrível”, “menina e que gato é esse que chegou com o pastor fulano hein”, “soube que a filha do pastor tava saindo com um homem horroroso” e por aí vai.

Nada contra as pessoas que realmente vêem na Igreja uma maneira de se aproximar daquilo que consideram que seja Deus. Mas vamos combinar que igreja não é lugar pra caçar, né amigos. Igreja não é lugar de sacanagem velada (ódio começando em 3, 2…).

Essas pessoas que mencionei são aquelas que somem da igreja depois que casam com a pessoa que procuravam – ou depois que engravidam dessa pessoa antes de casar, por vergonha: “Ai o que eles vão dizer”, “Meu Deus eu fiz o que não devia e agora tou morrendo de vergonha”.  E aí chegamos num ponto interessante.

As pessoas às vezes têm vergonha de assumir que transam da mesma maneira que simplesmente não assumem que PEIDAM ou FAZEM COCÔ. Para com isso, gente, você é de carne e osso como eu e todo mundo (Wolverine não conta, tá?).

Sexo é uma necessidade, ainda mais no nosso contexto estressante de casa-trabalho-faculdade-congestionamento-SOCORRO e tantas outras coisas estressantes que tornam nosso dia-a-dia uma coisa potencialmente dolorosa (aquela dorzinha nas costas e na cabeça que não te deixam nunca)… Negar isso só te deixa mais doente, impaciente e explosivo.

Então vamos combinar assim: sexo não pode ter frescura nem vergonha. E cada coisa em seu lugar – inclusive a camisinha no pipiu.

Últimas vezes

Quando foi a última vez que você ouviu o canto dos pássaros pela manhã? Quando foi a última vez que saiu andando pelas ruas sem lugar definido para chegar? Quando foi a última vez que você se sentou num chão frio e sujo na escuridão densa da noite se perguntando “afinal de contas, quem sou? ou o que sou?” enquanto observava as estrelas? Quando foi a última vez que se divertiu como uma criança, com qualquer coisa, sem qualquer outra finalidade a não ser o simples prazer da diversão, em um dia que não fosse “final de semana”, folga ou férias?

Após essas perguntas, vêm outras: Quando foi a última vez que preencheu sua ficha do imposto de renda durante a madrugada, ficando sem dormir? Quando foi a última vez que forçosamente completou aquele trabalho escolar ou do serviço sem nenhuma vontade? Quando foi a última vez que suas obrigações sociais exauriram todas as suas energias ao ponto de fazê-lo esquecer que existe e que isso é mais do que obedecer as ordens externas? E principalmente, quando foi a última vez que você se sentiu criativo, inovador ou diferente, acreditou em si?

Leia o resto, bastardo!

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