Author Archives: Aline Cavalcante

Sou estudante de jornalismo.
Apaixonada pelo mundo.
Nas minhas mãos, um anel preto e uma câmera.
Na minha cabeça, lutar por um mundo mais justo.

Endemoniada #1

Esses dias eu tenho estado assim, meio DEMONHA.

Na minha vizinhança, crianças choram. Mulheres normais pensariam: “nossa, o bebê deve estar com fome”, “esse pai malvado batendo no menininho, tadinho”, “nossa, esse garotinho andou aprontando hein” e similares. Eu pensei nisso:

Quem me conhece sabe que eu tenho vontade de ter filhos e tudo o mais. Mas aí, pensar no fato de ter vontade de cometer um crime quando ouço um moleque chorando me fez repensar o assunto.

Outro marco do meu “endemonhamento” é a dor de cabeça que me dá quando ouço uma pessoa falando errado ou forçando um determinado relgionalismo:

Pô véi cê viu ses lance de Expoleste, muito foda o treim

*sangue sobe pra cabeça e me deixa tensa*

O original no linguajar que eu considero normal para essa região:

Pô, você viu o cartaz da Expoleste? Muito foda!

Pessoas com dificuldade de facilitar a comunicação me irritam profundamente. E a galera do Twitter que resolveu popularizar os nossos memes? “Trollagem” deixou de ter graça depois que qualquer um começou a aproveitar qualquer contexto e lançar mão da palavra. Mas se a pessoa em questão, que de nerd e manjadora NADA TEM, vê a imagem a seguir,  simplesmente não entende:

E quando gente que eu nunca vi puxa assunto falando coisas idiotas?

– Lindo dia, né?

– Não.

– Ah, você não gosta de calor?

– Não.

– Ei, você mora onde?

– Em algum lugar onde free talkers não existem

– que-

*sai de perto*

Tem também a TOLERÂNCIA ZERO, que tá pegando forte – ou você tem facilidade pra suportar comentários como esse?

– Aí você faz a aplicação endovenosa do…

– Professora, endovenosa é dentro da veia?

AI MEU CAR********** como alguém pode NÃO SABER disso? APAPQP VTNC SEU MERDA IDIOTA FILHO DUMA ÉGUA 1000 VEZES PARIDA!

Sim, eu tenho ódio de gente burra. ÓDIO ÓDIO ÓDIO

E esses merdas estão inundando as faculdades.

Agora me diz, DE QUEM É A CULPA?

Manjadores: ISSO NÃO É UMA RAGE PRÉ-SANGUE!

CONTINUA

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Preguiça, chute no saco e cidadania

Esses dias eu tenho estudado fortemente a disciplina de Legislação e Ética Profissional. Li aqueles livros bonitinhos da Coleção Primeiros Passos: O que é Ética e O que é Cidadania.

Claro que a sensação foi de uma viagem histórica pela filosofia e pela história do capitalismo e ascenção da burguesia, Kant, Karl Marx e mais um monte de coisas legais que só quem estava lá na aula de história se lembra bem.

O que chama a atenção em uma disciplina como essa é que você acaba por lembrar, forçosamente, que está naquela situação extremamente confortável de levar a sua vida numa boa sem se importar muito com mais nada que não seja você e seu mundinho particular. O estudo de ética e cidadania quer te tirar dessa zona de conforto (ui, que clichê) e te fazer mexer esse traseiro gordo e esse peito tetudo em direção de fazer alguma coisa pela sociedade.

Se você se sente convocado pelas injustiças que acontecem todos os dias, meus parabéns. Esse post NÃO é para você.

@alfinete MEU HERÓI

Se você está achando esse meu papo um tremendo chute no saco e não tá nem aí para NADA que eu eventualmente falar dentro dessa temática, PLEASE WAIT. Esse post é para você, com todo o fogo do inferno. E sem nenhum compromisso moral.

Não há nenhum mérito em se fazer o que é certo porque a lei te pune quando você faz o errado. Fazer o que é certo simplesmente porque é o certo a se fazer é ser ético. Daí o meu Brasil Brasileiro meu mulato izoneiro apenas samba que dá, porque sambar não é contra a lei. E quando vem o Criança Esperança e a AACD pedir dinheiro, faz a doação mínima (quando faz) só para se sentir alguém de vez em quando. Porque fazer algo com as próprias mãos dá uma preguiça DANADA e a zona de conforto tá tão boa…

E já que o Brasil é terra de nosso Senhor, e dizem por aí que o tal Senhor dá comida aos passarinhos DE GRAÇA, pra que se preocupar com os mendigos e outras pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, hein? Só mandar eles irem lá comerem a ração divina de passarinho e ZÁS, flawless victory da zona de conforto (e da filhadaputagem) que tem até SOFÁ CHESTERFIELD!

TÁ BOM, CLAUDIA, SENTA AÍ

E essa tal de eleição, hein? Ninguém presta mesmo, vou votar em quem estiver ganhando e tá bom demais, vão tudo roubar meu dinheiro mesmo. Ou talvez eu escolha o “menos ruim”, mas aí o conceito de RUIM anda meio bambo esses dias, não acham? Até humorista parou de fazer piada de político, NÉ TSE?

Agora vai lá, CLAUDIA, coçar onde você tava coçando. Enjoei de papear contigo.

Sexo (na cabeça de cima)

Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Eu quero Sexo! Me dá Sexo!
Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Eu quero Sexo! Vem cá Sexo!

Sexo – Ultraje a Rigor

Você provavelmente já se viu cantarolando essa música num momento qualquer da sua vida (e eu posso afirmar isso com ainda mais certeza para pessoas que, como eu, nasceram nos anos 80). Por ser usuário da web e estar lendo esse post, você também deve ser um consumidor assíduo de pornografia e não deve ser virgem (a não ser É CLARO que você seja um daqueles nerds-tetudos-de-óculos-fundo-de-garrafa-que-nunca-pegou-niguém).

Ainda no momento bola de cristal da criatura que vos fala, você certamente está acostumado com a predisposição da sociedade atual a falar de sexo.

Mas nem sempre é assim…

Eu, Aline, confesso a vocês que tive que segurar minha HATE MACHINE muitas vezes em conversas com pessoas conhecidas aqui no fim do mundo onde eu moro. De maneira curiosa, a maioria das pessoas que me provocaram indignação são aquelas que assumem como diretriz de comportamento as regras religiosas que regem as igrejas da vertente protestante (e não da católica: “mimimi sexo só pra fazer filho mimimimi não usem camisinha mimimimi”).

O engraçado é constatar, através de conversas com essas pessoas, que elas vão pra igreja pra arranjar alguém, não pra chegar mais perto de Deus. Fui a um culto uma vez (ARRASTADA, diga-se de passagem) e rolou tudo lá, menos pessoas querendo melhorar o espírito. Só pra citar umas coisas: gente falando da roupa do outro, do sapato, “nossa como o cabelo dela tá horrível”, “menina e que gato é esse que chegou com o pastor fulano hein”, “soube que a filha do pastor tava saindo com um homem horroroso” e por aí vai.

Nada contra as pessoas que realmente vêem na Igreja uma maneira de se aproximar daquilo que consideram que seja Deus. Mas vamos combinar que igreja não é lugar pra caçar, né amigos. Igreja não é lugar de sacanagem velada (ódio começando em 3, 2…).

Essas pessoas que mencionei são aquelas que somem da igreja depois que casam com a pessoa que procuravam – ou depois que engravidam dessa pessoa antes de casar, por vergonha: “Ai o que eles vão dizer”, “Meu Deus eu fiz o que não devia e agora tou morrendo de vergonha”.  E aí chegamos num ponto interessante.

As pessoas às vezes têm vergonha de assumir que transam da mesma maneira que simplesmente não assumem que PEIDAM ou FAZEM COCÔ. Para com isso, gente, você é de carne e osso como eu e todo mundo (Wolverine não conta, tá?).

Sexo é uma necessidade, ainda mais no nosso contexto estressante de casa-trabalho-faculdade-congestionamento-SOCORRO e tantas outras coisas estressantes que tornam nosso dia-a-dia uma coisa potencialmente dolorosa (aquela dorzinha nas costas e na cabeça que não te deixam nunca)… Negar isso só te deixa mais doente, impaciente e explosivo.

Então vamos combinar assim: sexo não pode ter frescura nem vergonha. E cada coisa em seu lugar – inclusive a camisinha no pipiu.

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