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The Pinky Show e o tapa na cara da sociedade

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Um gato depressivo e pensativo tem uma série de insights muito doidos e brilhantes antes de dormir. E tudo animado de modo tecnicamente tosco e praticamente estático. A boa notícia é que o resultado é brilhante. Em meia hora de viagens mentais, o gato Pinky reflete sobre estruturas de poder, revoltados da boca pra fora, trabalhos e produtividade, educação, capitalismo escravizador e traição de classe, além de apresentar um modo de ação interessante para ajudar no desmantelamento da estrutura vigente. Sobra até pra um dos caras que Eu mais admiro: Noam Chomsky – tanto o lado científico dele no seu trabalho linguístico, quanto na sua crítica social. O vídeo é bem grande para os meus padrões de tolerância de vídeos da internet – quase meia hora – mas vale muito a pena, principalmente pelo fato de termos todos um pouco do espírito de Pinky. Clique AQUI para ver o vídeo (embedei essa porra, mas o player não aparece na home do blog. Ao menos postando pelo Live Writer).

Veja outros episódios do The Pinky Show – uma série de vídeos com propósitos educativos, que tem como personagens gatos bem ácidos – AQUI. Creio que o propósito do programa – apresentar “basicamente tudo que as pessoas podem não saber ou não gastam muito tempo pensando” – é alcançado!

Agradecimento ao R. R. Dias, que disponibilizou o link desse episódio legendado nos comentários de um post sobre Robert Anton Wilson que Eu fiz no Nerds Somos Nozes (para quem não conhece, meu blog).

A Anti-Educação

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Educação parece ser uma coisa linda pelo modo como a gente ouve falar dela desde criança. É nossa mãe dizendo um Seja educado, menino; aquela professora odiosa nos ameaçando colocar de castigo porque chamamos ela de megera escrota, nosso patrão nos lembrando que não podemos ver putaria dentro do ambiente profissional… enfim, a sociedade bloqueia qualquer espécie de atitude um pouco mais improvisada e instintiva em busca de algo completamente mecânico e economicamente proveitoso. Reflexão e Instinto não são coisas muito bem vista num mundo capitalista, atitudes robóticas sim. Os extrovertidos, os bobocas que riem pra tudo, esses são os Escolhidos pela sociedade maldita que construíram. Dizem que o homem é um ser instintivo, mas é isso é completamente falacioso. Com raras exceções, sempre submetemos nosso comportamento aos costumes da sociedade que nos rodeia, é o preço que pagamos por vivermos em conglomerados habitacionais. Alguém decidiu que é assim – sabe deus porquê – e você deve seguir. Quanto mais educada uma pessoa, mais condicionada com essa situação psiquicamente irritante e depressiva ela é. Pense comigo: você está naquelas festas formais de torrar o saco – que provavelmente são o maior exemplo de educação que existe -, tipo o casamento de um primo rico. Não demora cinco minutos pra ter vontade de pegar aquelas lagostas de cima da mesa e jogar na cara daquele velho chato e afeminado que contamina e entendia a todos com suas histórias imbecis sobre dinheiro e viagens, o que é bem acentuado por causa da voz empolada dele. Se você não sente esse tipo de vontade lá do fundo da sua alma, parabéns, você é um cara educado em todos os sentidos, e esse é o passaporte para ter uma vida maravilhosa de regras, grilhões morais, empregos odiosos, todo o mundo pisando em cima de você, e, quem sabe, uma experiência cristã genuína uma vez ou outra.

Creio não ser o seu caso…

Na verdade, não é o caso de mais gente do que você imagina, mas poucos tem a capacidade de externar isso. A diferença é que os fortes dão um jeito de chutar o que os irrita, enquanto os fracos externam isso na forma de doenças. E é aí que identificamos outra engrenagem interessante para se ganhar dinheiro! Se você está infeliz, existem remédios pra isso, é o slogan publicitário. A Sociedade, a Educação NUNCA está errada… VOCÊ está errado. VOCÊ é o Paquiderme Social. Tá depressivo, a vida tá te fudendo, os vizinhos chamam a polícia se você trepar no telhado da SUA casa, teu patrão é mais idiota que um rolo de papel higiênico… existe uma solução para isso e ela se chama remédios – as drogas liberadas, pois têm carimbos de grandes farmacêuticas endinheiradas. Daí chegamos aos caras que nos rodeiam: a chamada Geração Prozac. O Prozac é o remédio da moda para matar a doença da moda: a Depressão. Na verdade não é tão da moda como a uma década atrás, porém ainda está por aí. Meio mundo tá com depressão, segundos os médicos vendidos que existem por aí. Até crianças de seis ou oito anos têm depressão. O negócio é entupi-las de Prozac, que tira o prazer sexual e estabiliza o humor de uma pessoa. É uma ferramenta para condicionar qualquer pessoa e tirar qualquer resquício de instinto maluco e primitivo que talvez tenha sobrado lá no fundo da mente. É uma forma de usar a química pra completar o trabalho que a sociedade começou.

Eu penso diferente. Um belo modo de curar a deprê é usar a Anti-Educação. O chefe te irritou? Encha o estofamento da cadeira cara dele de supercola (ou agulhas, se você for sádico) e se divirta em ver o escroto com a bunda colada na cadeira. A festa está um saco? Pegue aquela vodka barata que você deixou escondida e tome numa golada só. Tá entediado? Transe no teto da Assembléia Legislativa do seu estado (esse Eu já fiz, é bem cool) e depois corra dos seguranças como se não houvesse amanhã. Pague aquela pizza fria que colocaram na sua mesa com as quase extintas moedas de 1 centavo. Ou, se você for um ogro semi-primata, uns chutes bem colocados nas canelas de umas pessoas irritantes ajudam nessa tarefa extremamente inglória de conviver com mais seres humanos imbecis do que qualquer um suporta.

Garanto que um pouco de Anti-Educação é bem melhor que umas doses caras de Prozac (ou sei lá qual remédio estão receitando pra Depressão), e sua libido só aumentará!

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