Autor do arquivo: @amanda_arm

Dona da porra toda no Armelícias (comida congelada em SP).
Bocuda, tatuada, intensa. Louca por opção.
Mãe de bulldogs e apaixonada por boa comida e boa cia.

Aos idosos, o meu respeito

Falta respeito. E compaixão.

Na minha época (e olha que eu só tenho vinte e três anos) havia muito mais valorização e respeito pelo idoso. Era absurdamente inaceitável que alguém na rua agredisse (física ou verbalmente)  alguém dessa tão chamada terceira idade.

Ainda existiam netos que pediam benção e beijavam as mãos dos avós.

Ainda havia aquele costume de sentar na sala, e ouvir histórias.

Ainda tinha muito mais.

Hoje, eu me irrito de ver que um idiota no ônibus nem ao menos levanta para o senhor de idade sentar-se. Compro briga quando vejo alguém tentando trapacear, ou utilizar-se erroneamente da boa vontade dos “vôzinhos” (adoro chamá-los assim). Dou lição de moral em moleque besta que desrespeita qualquer idoso. Sento a mão em quem agride-os.

Pra mim, eles deviam ser tratados como reis e rainhas. Porque já aturaram muita coisa nessa vida, que por sinal, não é fácil para ninguém.  Já passaram por no mínimo, o dobro do que você passou, e sabem no mínimo umas oitocentas vezes mais sobre qualquer assunto de relacionamento humano.

A pele enrugada e as cicatrizes pelo corpo são nada mais que histórias pra contar.

Hipocrisia é achar que não pagar entrada no ônibus nem no cinema, e ter lá, sua meia dúzia de assentos preferenciais, é “valorizar” o idoso. Isso, é o MÍNIMO que a sociedade pode fazer por eles.

“Indigno” é quem não faz a sua parte. Valorizar o idoso vai muito além disso. E é muito mais simples do que pode parecer.

Dê um bom dia. Ouça suas hitórias. Ajude-o atravessar a rua.  Abrace. Respeite-o.

Simplesmente trate-o de igual para igual. Tenho certeza que ele não precisa mais que isso.

Acho que está mais do que na hora de pensarmos hoje, naqueles que ontem  foram futuro. E hoje, são sabedoria em forma de gente.

Aos idosos, o meu respeito.

Faltava amor naquele amor

Faltava romantismo naquele amor.

Ela era daquele tipo “paixonite aguda”, que gosta de demonstrar que ama, sempre que pode. Era um tal de bilhetinhos surpresa, declarações no vapor do espelho, olhares intensos e massagens carinhosas. Era tanto amor que transbordava. Ela sentia lacrimejar os olhos de alegria quando o encarava.

Ele também o sentia, mas não o demonstrava.  Era burro demais para perceber essas coisas. Não sabia ter companheira fixa. Aliás, não deve saber até hoje.

Infelizmente, aquela espera constante por bobagens apaixonadas que nunca vinham a sufocava. Complicada como ela só, os fantasmas ainda a atormentavam. Querendo ou não, aquele era o cara que um dia escreveu com todas as palavras, que todo o sentimento que havia por ela foi-se embora no sorriso de outra mulher. Aquela masmorra de memórias e fantasmas, escritos com neons piscantes que o amor é cego, surdo, mudo e retardado.

Amavam-se. Mas não como deveriam ter feito. No fim das contas, faltava mesmo era romantismo naquele amor. E maturidade. E amor, pra ser sincera.



Bitolamento Agudo, um mal comum

Sempre tive aversão à bitolados.

Política, religião, futebol, sexo ou qualquer outro assunto. Gente que embala na conversa e a partir desse momento, não existe mais nada no mundo além do que ele considera verdade absoluta.

Contrarie-os, e nesse exato momento sinta o ódio e rancor atravessarem seu coração. É como se fosse pecado ter uma opinião diferente da deles. Discussão saudável sobre diferentes pontos de vista? Esqueça. Ele está certo, e ponto.

Eu? Abstraio. Sei que não vai resultar em nada tentar discutir o tema. Escuto quieta e deixo aquele blá blá blá todo entrar por um ouvido e sair pelo outro.

E o que é pior? No fim das contas, a pessoa pode até estar certa ou ter um ponto de vista legal sobre o tema. Mas o simples fato de ela ser bitolada e não aceitar críticas me bloqueia. Crio uma barreira invisível sobre o tema para aquele momento. Perde-se credibilidade quando se fala demais e quase nunca está disposto a ouvir os outros.

Engraçado como a maioria dos bitolados prega o valor da individualidade do ser humano, e no fim das contas procura pessoas em comum. Os mesmos gostos, as mesmas opiniões. Convivência fácil, dificilmente haverão discussões. COME ON!

O bom da vida é discutir, compartilhar, celebrar as diferenças. As melhores noites de minha vida foram regadas à cerveja numa mesa rodeada de pessoas com opiniões adversas. E várias discussões acaloradas. É normal pensar diferente. É normal mudar de opinião. É certo ouvir o que os outros pensam sobre determinado assunto.

Deixe de ter Bitolamento Agudo, e aprenda a conviver com diferenças. Ninguém disse que ia ser fácil. Mas faça o melhor de si.

E SaiDaqui!

Preconceito de Cu é Rola

Venho com orgulho e hoonra estrear aqui no #NerdEvils. Peço desculpas pela demora do primeiro post de minha autoria, mas vamos logo ao que interessa.

Vim falar de preconceito. Não em geral, porque esse tema é amplo demais; mas sobre preconceito com Tatuagens e Piercings.

Sei que vivemos numa sociedade cada vez mais liberal e todo aquele blablabla de que aos poucos o preconceito está se dissolvendo. Mas convenhamos, ainda existem muitas pessoas que te olham torto por ter “brincos demais na cara” – como diria meu avô – não é mesmo?

Normalmente são pessoas mais velhas, que já tem cabeça formada sobre piercings ou tattoos, e não se abrem para novos horizontes. Eu respeito (e muito) quem não gosta e não adere a essa tão chamada “arte no corpo”, mas não admito que me julguem por isso.

Você NÃO SABE porque eu gosto e/ou escolhi ter a Tattoo no meu corpo. E por isso, não tem o direito de criticar minhas escolhas.

Minha Tattoo

Não gostar é uma coisa. Expressar opinião é sempre válido. Criticar com fundamento e razão pode até ser saudável. Mas JULGAR e demonstrar PRECONCEITO, é ridículo. ¹

E por isso, de novo eu digo: Preconceito de cu, é rola.

¹ Claro que a teoria é aplicável à todo e qualquer tipo de preconceito.

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