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E fim de papo!

Certas coisas são marcantes em nossas vidas por lembramos de cada detalhe delas: aquele fora da menina por quem você era apaixonado na quinta série; o melhor cachorro-quente que você comeu na sua vida no Playcenter após ter passado fome por ter esquecido dinheiro em casa; três playboys te chutando no meio da rua após ter dado uma resposta inteligente a uma zoeira deles… Creio que já me fiz entender. Mas também existem eventos que são inesquecíveis justamente por não termos a mínima ideia de como eles aconteceram! E o NerDevils é um deles.

Quando perguntam para nós como surgiu o blog, a “versão oficial” é de que os nove membros iniciais do blog se conheceram em uma das campanhas “#PublicaINVISIBLES” no Twitter, viram que tinham gostos em comum e resolveram montar um blog coletivo. Isso é parte de verdade. A única coisa que sabíamos uns sobre os outros ao resolver abraçar a ideia era a de éramos nerds e estávamos a fim de escrever sem QUALQUER TIPO DE AMARRA. O resto foi pura sincronicidade. Não tenho a menor ideia de como os nove membros iniciais do blog vieram parar na minha timeline. E, caso pergunte a eles onde se conheceram a resposta não será muito diferente desta.

E assim, de impulso mesmo, foi decidido um nome, feito um logotipo, criadas contas para todos e saímos postando. Falamos de comportamento, música, HQ, política, mangá, anime. Postamos crônicas, tirinhas e diarréias mentais. E fomos percebendo que havia um fio condutor que nos ligava. Anarquia. Ocultismo. Caos. Detalhes destes três itens podem ser encontrados em praticamente todos os textos. E claro que isso nos impulsionou para escrever mais e mais. Todos os que estavam no blog tinham outros projetos mais “sérios” ou “comerciais”, mas o NerDevils era um espaço em que podíamos fazer o que bem entendíamos.

O blog nunca foi um campeão de visualizações, mas tinha um público fiel. Produziu ótimos textos, foi objeto de estudo, fez parcerias com editoras e até baladas. Mais do que isso, gerou profundas mudanças na vida de muitos envolvidos nele. Alguns que estavam aqui começaram a escrever em blogs maiores, outros arrumaram trabalho devido a contatos feitos por aqui (seja fixo ou free-lancer). Um pouco do NerDevils está em todos estes lugares.

Com tudo isso, percebemos que este espaço virtual cumpriu seu papel, que foi ser o “start” para um monte de outros projetos dos envolvidos aqui. E, tendo já feito o que tinha que fazer, nada mais justo do que dar um fim digno a ele. Não queríamos deixar o blog abandonado, achando que ele vai voltar à ativa um dia. Aqui, 1 ano e 8 meses depois, com 202 posts e 889 comentários, os colaboradores do NerDevils fecham as portas para alçar voos maiores que só a experiência obtida aqui pode proporcionar.

O blog permanecerá no ar para que os incautos ainda possam ler as garatujas redigidas aqui, mas textos novos do povo daqui podem ser lidos nos blogs Mobground, Contraversão e Sai Daqui!.

Fica aqui o muito obrigado à equipe formada por Roberto “Synthzoid” Maia, Filipe “Voz do Além” Siqueira, Agostinho “Agrt” Torres, Amanda Armelim, Rafael Dadalto, Aline Cavalcante, Danieli Dagnoni e também aos colaboradores Alan “Gafanhoto” Lima, Dan Erik, Eder Alex e Raphael Evangelista.

Nos encontramos por aí neste vasto mundo virtual. Mais do que um fim, este é um novo começo!

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O Fim da Zona de Conforto e a Orkutização do Nazismo

(Ou Porque eu Defendo as Vaias em Shows)

Mulheres denunciam maus tratos por homens de maneira organizada? Feminazis! Homossexuais se organizam para reivindicar igualdade de direitos? Gayzistas! Fica incomodado porque as o escrevem errado na Internet? É um Gramar Nazi! Não gosta de axé e vaiou a apresentação da Cláudia Leitte no Rock In Rio ou criticou o show no Twitter? Você pode estar sendo nazista!
É isso mesmo. Eis a exata frase de cantora Cláudia Leitte em seu blog: “Não gostar de Axé é normal! Anormal é achar-se superior porque conhece John Coltrane ou porque adora o Metallica. Procurem no Googlesobre a história de um ariano que se achava superior aos judeus…”. Tudo isso porque ela deve ser irritado muito com os comentários negativos de várias pessoas em relação à sua apresentação, por mais que ela não queira admitir.

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Meu decepcionante primeiro dia de Youpix!

O que me chamou a atenção no Youpix semestre passado foi justamente a proposta do evento, uma celebração da dita “Cultura da Internet”, um espaço onde todo consumo era gratuito e livres idéias eram colocadas em pautas de palestra e rodas de debate, levando em conta a pessoa que lhes escreve, posso garantir que o clima informal do ambiente me agradou, como declarei neste blog meses atrás, a visita ao evento foi uma experiência bem enriquecedora.

Para essa nova ocasião, resolvi comparecer no primeiro dia, Quarta feira 18/08 mesmo notificado pela produção do evento via e-mail do alto número de participantes, eu cheguei um pouco mais tarde, após a abertura e como era de se esperar nesse tipo de ocasião, me deparei com uma fila imensa.

Até ai, isso não é lá grande novidade para a pessoa aqui, que passou ¼ da sua adolescência em filas de eventos para anime, RPG e videogame, o que me incomodou foi a falta de preparo das atendentes para esse setor, um grupo de moças que antes mesmo do evento chegar a sua metade, se encontravam mal-humoradas e gritando com os visitantes.

Após confirmar o meu pré-cadastro, tive que validar minhas informações sobre redes sociais, e eu – assim como muitos outros – tivemos a experiência desgastante de soletrar o nick do meu twitter para as atendentes que o que tinham em charme, com certeza faltavam em paciência e profissionalismo.

E aqui vale o primeiro questionamento sobre a produção: se formos aconselhados – e alarmados – em realizar o cadastro no site, porque é necessário repassar informações como o nickname? Questiono a falta de articulação entre as databases para puxar dados e assim evitar estorvos exaustivos na fila, como minha amiga, que teve seu nick errado no crachá, e garanto a você leitor, que não foi o único caso.

Passando por esse perrengue, finalmente pude entrar no evento, realizar o check-in no foursquare e…”interagir”, é curioso ver o que se sucedeu, muitos dos estandes, como o do Bradesco, não estavam preparados para lidar com o número de pessoas, para um evento que se presa pela celeridade da época digital, em muitas ocasiões tive o feeling de estar mais empacado que repartição pública, o que é preocupante.

Da esquerda pra direita: Bruna (@bru_maturana), Mariana (@maribfurlan), Vanessa (@vanrez) e eu (@synthzoid)

As palestras, por bem ou mau, tiveram seus momentos, pude acompanhar o acirrado debate sobre a “orkutização”, além de apresentações de humor e uma parte da entrevista do Gilberto Gil, mas é só isso.

Para um evento rizomático, assimétrico e sinceramente…o caralho a quatro, percebi a retomada da boa e velha egolatria, o Youpix tem desenvolvido uma distinta separação entre o público comum e os convidados, então, se você não é convidado, VIP, celebridade ou impressa, dificilmente terá uma experiência duradoura do evento.

Acontece que em diversos casos, fiquei me perguntando “onde esse cara arranjou esse brinde?” ou “onde ele descolou esse lanche?” e para esses questionamentos recebi a freqüente resposta “eu sou palestrante” ou “sou convidado da produção” e eu pensei “caralho, na era da democracia digital eu tenho que aturar isso?”.

Entenda leitor, não estou praguejando por um mísero cupcake, mas essa distinção de tratamento é visível e incomoda, claro, você pode alegar, realmente teve o consumo de cerveja e refrigerante no evento, mas a demanda não supria – talvez um erro logístico por parte da produção – as filas eram longas e o re-abastecimento com demoras de até uma hora.

Porém, o ápice do descaso se deu na fila do banheiro masculino antes do término do evento, apertado, resolvi cuidar de minhas necessidades, mas ao chegar lá, me deparei com um segurança carrancudo, que anunciou que o banheiro estava fora dos limites do público, após uma conversa, descobri que o mesmo foi fechado para que os membros da banda Teatro Mágico pudessem se maquiar.

Após uma demora, eu e meu amigo conseguimos utilizar o banheiro e ao questionar o vocalista Fernando Anitelli sobre essa pequena sacanagem, o mesmo tirou o culpa da reta e argumentou: “a produção do evento não disponibilizou outro espaço pra gente” sinceramente? Foda-se! Por mais que existam filas – o que é compreensível, dada a proporção de freqüentadores – barrar o acesso ao toalete para que duas pessoas possam se maquiar é inaceitável e um descaso com o público comum.

Ainda mais que ao sair, me deparei com grupos de pessoas urinando nos arbustos e árvores do Parque Ibirapuera, uma situação completamente degradante.

Pra mim, ficou claro que o Youpix se tornou algo falho, que ainda precisa de muito labor para alcançar um nível de decência e que reflete em muito a posição do público brasileiro em relação os meios de comunicação, tudo se resume a cultos de personalidades como desculpas para legitimização de idéias.

Mensalmente eu me reúno com “colegas de Internet” – inclusive outros membros desse blog – em bares para discutir eventos, bobeiras ou apenas gostos em comum, conversas que, apesar do nível chulo, se tornam bem mais instrutivas e frutíferas do que o conteúdo desgastado e díspar da realidade que o Youpix vem promovendo.

Ficam aqui minhas esperanças para melhores edições do evento.

Nerdeteco – Parte II – Festa estranha com gente esquisita

(AVISO: por razões de segurança nacional, pessoal e sexual, os envolvidos nesta balbúrdia não terão seus nomes citados, mas para saber quem estava lá, leia a primeira parte deste post. Pra saber quem fez o que, some dois e dois, seu merda!)

Três marmanjos disputando entre si quem primeiro conseguiria sair com uma garçonete linda e aparentemente lesada de sono por emendar dois dias de trabalho seguidos. Garçonete esta que momento antes estava em uma pegação irada com uma menina que saiu mais cedo do bar cizendo que ia encontrar um povo e voltar mais tarde. Obviamente não voltou.

Um segurança volta para o salão principal irritado com um casal que estava um tanto quando empolgado em sua pegação no canto da pista dança, que estava vazia. “Porra, vão pra um motel, caralho!” esbraveja o sujeito ao passar pela nossa mesa.

As cervejas eram pedidas de seis em seis e se alguém vacilasse para encher seu copo corria o risco de só enchê-lo na próxima rodada.

“Não sou maconheiro, sou Cannabisólogo”, diz um rapaz em frente ao bar, partilhando sua sabedoria e sua brisa com pelo menos mais seis integrantes da trupe.

Qualquer que entrasse naquele bar da Rua Augusta diria qualquer coisa, menos que esse era um encontro de nerds batizado de Nerdeteco. Mas ali havia jogadores de RPG e videogame, fãs de HQs, otakus. Ao adentrarem no bar e ver uma enorme mesa onde cabiam pelo menos 20 pessoas, a primeira pergunta foi: “Quem vai mestrar?”. Houve discussões, sobre quadrinhos, Gundams, twittosfera e blogosfera, Pokémon e um monte de piadas que só quem estava na mesa acharia engraçado.

Mas também teve cigarro, cerveja, charuto, conhaque, cannabis, pegação, vodka e até romance, acreditam? Eu realmente gostaria de contar para vocês tudo de forma mais linear, mas o excesso de químicas diversas em meu corpo antes, durante e depois do evento me impede de fazê-lo, mas basta saber que:

– Um dos três marmanjos conseguiu seu intento;

– Um pessoal chegou depois sóbrio, mas foram embora dado o nível geral de degradação alcoólica dos presentes;

– Lá pela alta madrugada uma outra galera nos encontrou no bar e muita coisa aconteceu, com direito inclusive a uma simulação de cena de sexo homossexual entre um ator pornô e um dos presentes;

A partir daí tudo fica mais confuso ainda. Sei que dormi em um canto da mesa, acordei, paguei a conta e tentei acompanhar o povo subindo a Augusta. Mas esse povo sumiu e só restou eu e a Mima. Entramos no metrô, dormimos e acordamos magicamente na estação Guilhermina-Esperança, o que nos obrigou a mudar de vagão e de sentido para poder ir pra casa.

E não contentes em realizar essa esbórnia toda, a maior parte desse povo vai se reunir novamente para mais uma edição do Nerdeteco! Para saber mais, basta fazer uma busca na hashtag #Nerdeteco no Twitter. Mas estejam avisados que tudo pode acontecer…


Nerdeteco – Parte I – Jogando Merda no Ventilador

Eram mais de onze horas da noite quando vemos três sujeitos descendo a infame Rua Augusta no sentido centro, na cidade de São Paulo. Eles já haviam a muito ultrapassado a fronteira entra a “Augusta Alta” e “Augusta Baixa”, mas parecem não se importar com porteiros de bordéis e mulheres seminuas oferecendo seus serviços e seguem em um papo aparentemente sério e polêmico.

O três são nerds. Os três são blogueiros. Os três se conheceram via Twitter. Os três adeptos das idéias de Hakim Bey, Peter Carrol e Grant Morrison. Os três trajando camiseta, calça jeans e tênis. Dois jornalistas e um publicitário. Um com barba, um com óculos e um com barba e óculos.

– Véio, meio que tretei com o Gravz hoje!

– Como assim?

– Ah, ele veio postar no Twitter que tava indignado de como a Mbottan, a loirinha lá das irmãs Bottan, só” é reconhecida como musa quando na verdade é uma puta escritora”. Aí eu respondi que isso era culpa dela, que ficava pagando de gatinha e posando nua. Nada contra, mas ela queria o que?

– E ele?

– Ah, cê tá ligado que essa galerinha blogueira do Twitter é uma panela e eles fingem que se amam, né? Veio defender com aquele jeito dele, mas quando eu disse que tava analisando as atitudes dela e não os textos e ele não respondeu mais, sei lá o que houve.

– Então, esse cara levou um soco na cara Campus Party!

– Sério? Hoje?

– Se não me engano foi hoje. Aquela loura das Bottan tava de roupão chamando uns caras pra tirar fotos, mas ninguém deu bola não. Mas ela é gostosinha, viu?

– Tô ligado, conheci as duas em um show do Copacabana Club em Campinas…

– Copacabana Club, porra?

– Cara, minha mina queria ver e fui junto, mas foda-se. Elas são simpáticas e tal, pelo menos eram na época, mas não dá pra negar que se elas fossem feias não teriam ido tão longe. Aliás, sou mais a morena.

– Mil vezes, a Maíra mais é mulherão.

– Mas vocês já leram o blog delas? Texto redondinho e tal, mas os temas…

– Muito mimimi, as meninas param de ler Capricho e vão ler esse tipo de blog. Textos fáceis que agradam todo mundo.

– Mas isso não acaba sendo culpa de elas terem que postar muito?

– Ah, sei lá. Prefiro um blog com menos coisa e mais conteúdo, não que o meu seja exemplo…

Horas antes deste papo relevante para toda a humanidade (tendo Internet ou não), eu estava do lado de fora da estação de Metrô Consolação, na Avenida Paulista, lendo a revista Vertigo número 13, esperando alguém aparecer. Era semana da Campus Party e o @VozdoAlem estaria na capital. Eis então que o @Synthzoid teve a idéia de aproveitar a ocasião para que alguns dos colaboradores do @NerDevils se conhecessem pessoalmente .  Como o papo rolou via Timeline no Twitter, logo se espalhou e o que era para ser um singelo encontro visou a hashtag #NERDETECO e um monte de @’s ficou de comparecer.

– Leosias?

Minha leitura é interrompida por um rapaz um pouco mais baixo que eu, barba de três dias, óculos de aros grossos. Reconheço o sujeito na hora: era o @Synthzoid. Ele aperta minha mão:

– Tava em dúvida se era você, mas quando vi sua camiseta do Transmet e que tava lendo HQ…

Percebo o quão clichê eu estava e me pego rindo de mim mesmo. O papo engrena e aos poucos outros vão chegando: @AhDiaba, @Animadissima, @rapha_rge, @hobbitgigante @cute_octopus, @faganhoto e alguns fora da twistosfera. Esse singelo e peculiar grupo começa a descer a Augusta em busca de um boteco minimamente decente. Mais tarde se juntariam à trupe @MimaVerde, @Vozdoalem, @Viciadissima, @_diosanto, @Mariohenrique, @liquidbrazilian, @mi____mi e outros seres insólitos, para uma noite que seria tudo, menos nerd.

(continua…)

O que aconteceria se… “O caos no Rio de Janeiro ocorresse no Universo Marvel”?

Uatu, o Vigia.

Olá, eu sou Uatu, o Vigia. Minha missão é observar o quanto acontecesse nas infinitas realidades do Multiverso, sem jamais interferir. São realidades que diferem muito desta, onde até acontecimentos insignificantemente diferentes do que vemos aqui levam a mudanças drásticas…

Em um destes universos distintos, o heróis e vilões do Universo Marvel estiveram presentes na guerra entre a polícia e o crime organizado ocorrido no fim de 2010 no Brasil, mais especificamente na cidade do Rio de Janeiro.

Um grupo de repórteres organizados por Alessio “Leosias” Esteves fez a cobertura via o site conhecido como Twitter e vemos aqui as repercussões deste conflito que abrangeu muito mais do que policiais e traficantes.

Segue a cobertura em ordem cronológica:

Nicholas Fury, Diretor da SHIELD

“Denúncia: os Morlocks ajudaram os traficantes a fugir do Complexo do Alemão por túneis subterrâneos feitos pelo mutante Avalanche.”

“E @RiccelliAdriel confirma que o vilão Magneto retardou o avanço dos blindados por horas, garantindo assim a fuga de muitos traficantes.”

“Nick Fury, diretor da SHIELD, chega ao Brasil para investigar possível aliança entre o Comando Vermelho e a Irmandade dos Mutantes.”

“Presidente do Instituto Xavier esclarece que os mutantes envolvidos de com o crime carioca são uma minoria que deve ser combatida.”

Professor Doutor Charles Xavier, presidente do Instituto Xavier.

“Milicianos no RJ são encontrados mortos por cortes de armas brancas. Testemunhas afirmam ter sido um sujeito baixinho conhecido como Caolho.”

“Victor Von Doom, soberano da Latvéria, nega que seu país forneça armas para os traficantes cariocas.”

“Fontes seguras afirmam que o Caveira Vermelha nega suposta conexão com Comando Vermelho. ‘Não trabalho com a corja mestiça’, teria dito.”

“BOMBA!! @RiccelliAdriel afirma que o Comando Vermelho fechou contrato com o mercenário conhecido como Deadpool!”

Victor Von Doom, soberano da Latvéria.

“O @Synthzoid informa sobre um boato de que a X-Force estaria no RJ junto com Wolverine com o intuito de neutralizar o tráfico de MGH!”

“O @faganhoto apurou que o BOPE não matou ninguém porque Frank Castle já havia estado lá antes. Isso explica o sumiço de armas e dinheiro.”

“Segundo @RiccelliAdriel , o fotógrafo do Clarim Diário Peter Parker fotografou um encontro de membros do CV e um sujeito de Capuz Vermelho.”

“Já @El_Ray informa com exclusividade que a SHIELD pode ter encontrado Skrulls entre os traficantes cariocas!”

“E @RiccelliAdriel informa que o mutante Dup foi visto comprando drogas no Rio, o que prejudica ainda mais a imagem dos X-Táticos.”

Peter Parker, fotógrafo do Clarim Diário.

“O @faganhoto apurou que o Homem-Aranha está tendo sérias dificuldades em ajudar o BOPE devido a falta de prédios e postes nos morros.”

E não percam em um post futuro: O que aconteceria se… O Leosias e o Velho da Montanha fossem heterossexuais?

Frank Castle, o vigilante conhecido como Justiceiro.

Marketing: Engenharia Reversa I

Aos poucos abrimos mão do silêncio, não de uma forma espetacular ou performática, mas sim de um jeito sutil, gradativo, que transforma o nível de diálogo entre pessoas e instituições.

Ontem assisti o debate dos presidenciáveis na TV, na companhia da minha namorada e ao invés de restringirmos o diálogo ao cômodo da sala, munidos de netbooks e smartphones buscamos compartilhar – de forma bem humorada, IMHO – nossas opiniões com outras pessoas conectadas.

Na antiga conjectura do marketing, podia ser considerado como um “erro” a falta de controle informacional em relação ao público-alvo. Alguém que sabe demais, alguém que viu falhas no plano, alguém que erroneamente não foi abrangido dentro do plano, para o marketing de uma geração atrás, o planejamento pré-emptivo era a fase mais crucial do plano.

Bom, isso fica visível nas ações, currais e estratégias verticalizadas, para o profissional de comunicação tradicional, o buzz derivado de uma ação é útil apenas quando o mesmo fica centrado no público, não alcançando seus criadores e emissores.

(Quando o contato existe, ele é minguado e burocrático, estamos falando de velhos mecanismos, SAC, Pós-Venda, Pontos de Atendimento, Assistência Técnica.)

Romper isto, no passado, podia ser considerado um remarco, a campanha de tênis personalizados da Nike acabou sendo frustrada por um artista que quis seu Nike Shoes c/ uma dedicatória destinada as crianças asiáticas, mão de obra escrava. Obviamente, ele não conseguiu.

(vocês já perceberam que os nomes das maiorias das marcas podem ser corrigidos no Microsoft Word?)

E quem dirá Kevin Mitnick? Que por processo judicial, grandes empresas como a AT&T impediram que sequer produtoras de cinema realizassem um longa cinematográfico sobre sua vida.

Claro, estamos falando de um nome famoso, estamos se referindo a alguém através do uso de um sobrenome, uma pedra no sapato, mas quando falamos de um coletivo de anônimos? Poderiam os diretores de markerting, designers e assessores de imprensa estar diante de uma avalanche inteira?

Bom, acredito que sim, existe mudança e intento ao migrar das pichações em Mcdonalds para, por exemplo, Tweets, o simbólico-depreciativo acaba, você pula o muro e alfineta diretamente a marca.

A metáfora da transição das marcas do modelo piramidal/vertical para o rizomático pode estar na relação entre a distância relativa do totem do Mcdonalds e a maneira que você encara o monitor de um desktop.

Lembrando os princípios de virtualidades, ou seja, possibilidades, o que é mais fácil alcançar? Pois é.

Muitos profissionais na área de comunicação empresarial confundem a noção de manutenção e relacionamento com a idéia de “presença”, é um tiro pela culatra muito freqüente, nós podemos ver diversas empresas se arriscarem em redes sociais apenas para meses depois encontrarmos perfis inativos, id. visual retardatária, comunidades abandonadas, fóruns desregrados, e o que, em minha opinião, é o pior: perfis alienados, que buscam persistir com seu velho modelo de comunicação verticalizada.

Onde é que isto tem se tornado recorrente?

Mais indigesto que Mcdonalds ou desconfortável que um tênis Nike com certeza é a política nacional.

E o que nós observamos no Twitter? Sim, nossos queridos candidatos a presidência, não apenas exercendo a velha egolatria partidarista, mas vivendo em estado solipsista, ignorando diálogo e movimentação por parte de internautas.

(Para tanto falatório sobre “inclusão” digital, a parte relativa a “integração” é pertinentemente esquecida por eles mesmos, não?)

Da mesma forma que capitalizamos nossa imagem, nos transformamos em valor simbólico e vivemos neste sistema de “escambo de influências”, transformamos nosso nome, nickname, avatar e etc. em marca e a manutenção da mesma exige relacionamento, para a imagem de um político, o processo não podia ser diferente…

Esta negligência em relação ao fator humano que nos torna distintos de uma marca laboratorial, este alastramento da lacuna entre a população de usuários e nossos políticos, a ausência de diálogo, apenas acabam resultando em insatisfação, e bem, vocês conhecem o meme, não? Internet Hate Machine.

Vide o pobre Jose Serra, e seu recente “Serra Comedô”, o reboliço dos internautas para a ironia do Plínio Arruda, o embate entre membros do PSDB e PT. O ridículo, a zombaria, o escracho, todos saíram das rodas de conversas entre amigos, tornaram-se públicas, replicáveis.

Claro, aos poucos aparecem os “especialistas” argumentando: “Perca o controle!” “Deixe sua marca/personalidade fluir pela internet”, eu digo pra eles e para os presidenciáveis apenas uma coisa, o trecho de uma música do Smashing Pumpkins, banda que eu gosto muito:

“Stay cool

And be somebody’s fool this year

‘cause they know

Who is righteous, what is bold

So I’m told”

A “Eleição 2.0” no Brasil

Quem estava achando que a Rede ia ter grande influência no pleito deste ano caiu do cavalo. Mais do que fomentar debates, muito do que se fala sobre política em fóruns e redes sociais ainda é pregação para quem já está catequizado. Sem contar que as pessoas usam pouco a Internet para se informar sobre o assunto e o número de internautas comparado com a população brasileira ainda é pequeno.

Os mais entusiastas imaginavam um cenário a lá Obama, com militantes voluntários movendo mundos e fundos para seu candidato favorito, mas esqueceram-se de alguns fatores essenciais:

– Nos EUA não existe campanha gratuita na TV e toda inserção em horário comercial é paga. Logo o candidato tem que se virar muito mais para aparecer em todos os canais ou pelo menos nos mais relevantes. E se o cara não tem dinheiro tem que inventar alternativas viáveis. Já aqui no Brasil o infame “Horário Político” garante a todos seus segundos de fama em rede nacional de rádio e televisão. Portanto o grande foco dos nossos políticos são esses veículos;

– Nos EUA o voto é facultativo. Então os políticos tem que convencer o cara a sair de casa voluntariamente para votar, o que acarreta em um voto mais militante (e eu diferencio militante de conscientizado). Aqui somos obrigados a votar e as vezes acabamos votando em qualquer, afinal, eu tive que sair de casa mesmo, não é?

Porém mesmo não tendo a influência que muitos achavam que teria, a Internet está sim tornado esse pleito o primeiro “2.0” por uma série de razões. Vamos a elas.

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Desabafo. (Twitter)

Indignado seria a palavra? O que diabos esse povo quer afinal? Chamar atenção mandando infinitas mensagens para o Justin Bieber? Hell-ow, ele não tem tempo para você, baby. (baby, baby, ohhhhh…)

Há aqueles que querem chegar aos TTs… Ok, mas e depois? O que acontece? A tela do seu computador irá se transformar em algum portal para outro mundo com seres encantados do qual desconheço? Atingir de forma espontânea ou com algum objetivo maior (ex.: eu tentando uma atenção para que lancem um Rock Band do Pink Floyd, ou o Synthzoid querendo a publicação da HQ Invisibles no Brasil), tudo bem, mas só para dizer que você criou uma hashtag que foi parar nos TTs? Ah, faça-me o favor!

Eu vi algo que o Rafinha Bastos fez e achei super digno. Ele criou uma hashtag completamente idiota e sem sentido, dizendo que o objetivo era aparecer nos TTs, logo um bando de retardados  começaram a usar a hashtag, o que rendeu um esculacho do Rafinha. – Ninguém notou que era uma piada? – Tinha mesmo que ser meu xará!!!

Olha! Alguém está próximo do milésimo tweet! Mas… o que isso significa mesmo? Ah sim, que essa pessoa deve ser realmente desocupada, ou existe alguma promoção para premiar a pessoa com mais tweets e eu não fiquei sabendo? Tudo bem eu já tenho quase 5 mil tweets, mas nem por isso preciso poluir a timeline alheia repetido um milhão de vezes que os tenho.

E aqueles que usam scripts para ganhar seguidores??? E comemoram a cada remessa de seguidores que ganham hahaha!

Ficam repetindo o mesmo tweet esperando que alguém dê RT. Por favor! Todos já lemos seu tweet, ninguém deu RT porque ninguém gostou, portanto NÃO INSISTA!!!

Também temos aquelas pessoas que contam o que fez durante o dia todo. Será que não percebem que estão fazendo isso errado!!! Deveriam criar um blog e não mandar 300 tweets seguidos dizendo que esbarrou com fulano de tal voltando da aula de francês, depois foi ao supermercado e viu aqueeeeeeeeele gato de olhos azuis e acabou indo embora sem levar o café.

Reclamam sem parar que beltrano só sabe falar do mesmo assunto, ou que cicrano está participando do Lingerie Day. Hoje mesmo vi o Ed Motta dando uns esculachos porque tinha gente insatisfeita que o cara estava falando sobre gastronomia. Gente, é para isso que existe o botão unfollow, ou ainda o botão block. Use-o e seja feliz!!!

Agora, para finalizar meu desabafo, tem coisa mais insuportável que alguém querendo atenção em um twitcam de famosinho? De boa? Se não tem bom-senso, SE MATEM!!!

Beijos no Cérebro!

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