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Game of Thrones: Primeiras Impressões!

Então minha timeline no Twitter explodiu hoje cedo com uma discussão envolvendo as similaridades entre os roteiros de Game of Thrones e Lord of The Rings, claro, tenho acompanhado ao longo do mês todo o bafafá sobre a série, que é baseada em um dos clássicos da literatura de fantasia medieval, coisa que eu admitia não saber até então, movido por curiosidade eu resolvi ver – de forma ilícitam é claro, baixando em um site de torrents – os três primeiros episódios lançados no EUA.  Vamos começar pelo básico, Game of Thrones, seguindo a tradição das séries da HBO, apresenta altíssimos valores de produção, tudo planejado de forma coerente, observamos excelência em cenografia, figurino (inclusive armas e armaduras), atuação (embora, pra variar, exista o problema de sotaques…) e construção de roteiro e direção, dentro do composto, talvez, minha única queixa seja em relação aos efeitos especiais, talvez limitação orçamentária, mas não é nada que soe artificial demais.

Aparentemente as comparações surgiram com a presença de Sean Bean no elenco, refrescando a memória de vocês, Sean interpretou Boromir na trilogia Lord of The Rings há quase uma década atrás, da minha parte, eu sou capaz de entender o criticismo que exista nessa escolha dos produtores, é um papel de natureza similar ao anterior, eu, como espectador e ciente dos fatos, senti um certo enfado em algumas cenas, ainda assim Sean Bean se esforça, traz distinção aos personagens, não é mera repetição, embora, eu acredite, que isso irá trazer alguns curiosos memes na Internet daqui há um tempo.

Talvez por eu não ter lido os romances das Crônicas de Fogo e Gelo, eu ainda não entendi as comparações com o universo criado por J.R. Tolkien, se no passado, Lord of The Rings construiu sua história em cima de uma narrativa épica, a adaptação para TV de Game of Thrones consiste no desenvolvimento de uma trama política, conspirações e a ausência do maniqueísmo comum nas obras de Tolkien, se existe algo que Game of Thrones possa me lembrar, é o universo de moralidade cinzenta de The Witcher do polonês Andrzej Sapkowski, ou até mesmo o universo do game Dragon Age.

Embora pareça ser destoante, Game of Thrones retém diversas convenções comuns ao gênero, como a presença de magia e para-normal e também a misoginia freqüente nessas histórias, talvez como forma de refletir os valores desta sociedade de “fantasia medieval” foram comuns no primeiro episódio envolvendo situações depreciativas e até uma insinuação de estupro, a questão sexual em “Game of Thrones” é interessantíssima, muitos podem argumentar “os personagens fodem”, e claro, porque não? Da forma como isto foi empregado no roteiro, acabou sendo um recurso a mais para humanizar os personagens na história.

Minhas primeiras impressões sobre Game of Thrones foram boas, eu gostei, é o tipo de seriado que andava fazendo falta pra mim e – talvez –  o primeiro de fantasia medieval que eu comecei a acompanhar, boa iniciativa por parte da HBO, pois embora a série não amadureça ou contribua em nada para o gênero, faz o papel de representar, perfeito para quem estava farto de médicos fanfarrões, nerds descolados e zumbis hypes.

Porque eu sou um autor raso

Aproveitando o gancho de que em breve meu livro será lançado e a deixa que o Zaratrustra deixou para mim em seu comentário sobre o release do meu livro neste blog, vou discorrer sobre um assunto que me acompanha faz um tempo: punheteiros literários me taxarem como autor raso ou pouco profundo com se isso fosse um defeito.

Na primeira ocasião em que eu li isso, havia postado uma fanfic no fórum TibiaBR (sobre o MMORPG Tibia). Era um conto sobre dois magos tendo que roubar um importante livro de uma biblioteca para o serviço secreto de sua nação. Tudo ambientado no universo do jogo, com direito a cidades, NPCs e seus traços típicos e outros “easter eggs” para os fãs. E aí vem um babaca e me diz que meu texto é “pouco denso e muito rápido”. Ele inclusive me sugeriu ler a fanfic dele para eu ter “idéias de como melhorar meu texto”.

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