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Dossiê #FORAREITORUFPI

Esse dossiê foi criado graças a hashtag do twitter #FORAREITORUFPI, no qual os estudantes da Universidade Federal do Piauí postaram links com notícias da má administração do Reitor Luiz Junior. Além da minha experiência pessoal na instituição referida.

Talvez esse imenso artigo só interesse a quem vive na UFPI, mas deixo claro que a principio não acredito mais na Universidade como centro de discussão e projeção de idéias, hoje servindo EXCLUSIVAMENTE como extensão do ensino médio e escada para o mercado de trabalho, se servindo da reprodução de reproduções de bibliografias por mitose. Porém vejo que o que vem acontecendo na UFPI pode ser sintomático do que ocorre em todo o ensino superior brasileiro, revelando uma hierarquia fétida das nossas Instituições Federais. Começo agora um relato um pouco detalhado das sujeiras da segunda gestão do Reitor da UFPI.

Segunda Administração de Luiz Junior

2008

Cartões Corporativos e improbidade administrativa

O atual reitor, Luiz Junior, da Universidade Federal do Piauí foi reeleito em maio de 2008, tomando sua segunda posse oficialmente em novembro. Neste mesmo ano acusações antes silenciadas ou que ficavam apenas no âmbito interno da instituição explodiram tanto a nível estadual quanto nacional. O principal veículo de exposição que desencadeou a mídia nacional por inteira foi a Folha de São Paulo que constatou – em meio a lambança de gastos indevidos em todas as UFs do país- que a UFPI havia sido a segunda universidade que mais havia gasto no uso de cartões corporativos. O gasto em 2007 foi de R$ 402,8 mil, para ser preciso. O grande problema no uso do cartão corporativo é porque o dinheiro é sacado em caixa eletrônico, teoricamente para situações emergenciais, mas estava sendo usado para fins de farras administrativas em todo o Brasil. Na Unifesp, R$ 9.500 havia sido usado apenas em restaurantes, na UnB até pra pão e compras de supermercado o cartão foi utilizado, além de festas. Na UFPI ocorreu dois saques de 28 e 30 mil reais respectivamente, muito dinheiro para “emergência”. A desculpa que o reitor deu foi que os números só parecem exorbitantes, mas não são, e que a UFPI está em segundo lugar nos gastos apenas porque outras instituições não usavam o cartão até aquele momento. Indagada pelo Portal AZ em 2008, a professora Carminda Luzia que usou R$ 5.500, disse que compra “material de escritório, como cartuchos, fechaduras, copos, peças para carros da universidade”. 99% dos gastos com o cartão corporativo foi sacado em caixas eletrônicos, o que é minimamente estranho, pois poderia ter sido usado diretamente na compra dos materiais, sendo descontado na fatura, ao retirar no caixa o dinheiro fica sem previsão de gastos.

Por essas e outras (acusação de que havia contratação irregular de propaganda, sem uso do processo de licitação, somando R$ 116 mil, uma bela quantia) o Ministério Público Federal abriu inquérito para investigar o Reitor. Segundo o Procurador da República no Piauí Kelston Lages diz que Luiz de Sousa Santos Júnior e José Joacir da Silva cometeram “atos de improbidade administrativa, por terem causado lesão ao erário, diante de condutas dolosas” pois “realizaram operação financeira sem observância das normas legais, permitiram despesas não autorizadas em lei, liberaram verba pública sem a observância das normas vigentes e atentaram contra os princípios da administração pública” [1].

Porém antes de toda essa confusão o vice-reitor da gestão de 2004-2008, o professor Antônio Silva do Nascimento já delatava Luiz Junior como gestor autoritário, pois considerava que o “atual reitor impõe e desperta medo nos funcionários, tem uma política de toma-lá-dá-cá, e a academia não pode se submeter a processos dessa ordem” [2]. Ele usa como exemplo a sua remoção do cargo de Diretor do Hospital Universitário da instituição sem aviso prévio, ou qualquer tipo de conversação, sendo uma atitude arbitrária do Reitor que com uma canetada o tirou da função em Agosto de 2005, junto a isso denuncia a ocorrência de várias outras situações similares, em que pessoas foram destituídas dos cargos sem qualquer clareza quanto ao motivo.

Ainda em 2008 o Reitor destacou para o ministro da educação Fernando Haddad a “expansão da UFPI”, destacando dezenas de números enormes, usando a velha estratégia tecnocrática de que quanto mais os números aumentam mais as coisas estão melhores. Mentira. De 2004 para 2008 a instituição aumentou de 42 cursos para 92, porém como veremos adiante, ainda hoje esses cursos (e parte dos antigos “42”) estão totalmente desprovidos da estrutura física mínima para um bom ensino. O alunado, segundo o reitor, aumentou de 13 para 16 mil, porém o HU nunca foi inaugurado (promessa de mais de 20 anos) e os outros Restaurantes Universitários só começaram a funcionar recentemente, mesmo a Residência Universitária só tem espaço para algo em torno de 200 estudantes, não sendo suficiente pra suprir porra nenhuma do número de estudantes que vem do interior do estado ao Campus de Teresina, por exemplo. Na fala ao ministro, ele destaca que 12 novos cursos de pós-graduação haviam sido criados, como se fosse um feito dele e não das coordenações e departamentos de cursos que batalharam muito para conseguir. Já em 2008, o MEC através da intervenção do ministro da educação, transferiu 15 milhões para a conclusão do HU, que segundo o reitor na época, teria suas instalações físicas finalizada em setembro de 2008 (Hospital Universitário este nunca terminado, até hoje).

2009

Cartões Corporativos

O ano 2009 para a UFPI continuava a saga dos cartões corporativos, a procuradoria da união em protocolo de acusação pedia a devolução do dinheiro usado indevidamente. A Folha de São Paulo retorna a publicar um artigo sobre o caso dos cartões, agora especificamente sobre a UFPI e as acusações de improbidade administrativa do Reitor e outros administradores a sua volta. Irritado o Reitor diz que a especulação midiática em relação aos processos que ele está respondendo é apenas “falta de notícia na imprensa” [3]. Em maio deste ano, após ser chamado para depor na 1ª Vara, o pedido de afastamento do Reitor é negado pelo juiz Brunno Chistiano Carvalho Cardoso, da 5ª Vara, por falta de “provas incisivas”. Sendo silenciado até os dias de hoje.

Ministério Público

Outro processo sofrido pelo Reitor neste ano foi o aberto pelo Ministério Público contra a cobrança de taxa em curso de extensão e instrumental na UFPI, pois estes que deveriam ser gratuitos na instituição (que visa uma formação ampla e gratuita) possuem taxas de mais ou menos 100 reais (nos cursos de línguas: “Valor único por semestre de R$ 130,00 (cento e trinta reais) – valor base ago./2009. Os alunos deverão adquirir o material didático separadamente.” [4]), ou mesmo mais que isso por período. É interessante notar as proposições da ADUFPI (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí) de que o Reitor escolheu o pró-Reitor Saulo Brandão para relator do citado processo do MP, e este Brandão é o mesmo que implementou as cobranças de taxas a partir do primeiro dia da primeira gestão do Reitor Luiz Junior. Por que ele acabaria com as taxas agora se ele mesmo as instituiu? Pergunta o Observatório Adufpi, realmente, não faz sentido. Depois disso os cursos de extensão de certa forma entraram em colapso, tendo suas execuções atrasadas em todos os períodos subseqüentes a acusação do MP.

Autoritarismo

Para citar um exemplo de autoritarismo em 2009, o Reitor exonerou Kilpatrick Muller da presidência da COPESE (A Coordenadoria Permanente de Seleção do vestibular da instituição) após este acusá-lo de ter “práticas patrimonialistas”, ou seja, agir com a propriedade e dinheiro público, como se fosse um bem individual. A ADUFPI pediu a abertura do inquérito referente a exoneração, mas não foi respondida.

Greve de estudantes

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Contrariando o discurso tecnocrático e numérico do reitor em 2008 para o Ministro da Educação Haddad, os estudantes da UFPI no Campus da cidade de Parnaíba entram em greve contra a falta de infra-estrutura mínima para realização dos seus cursos. Os cursos que entraram em paralisação foram: Fisioterapia, Psicologia, Bio Medicina, Engenharia de Pesca, Matemática e algumas turmas de Turismo; reivindicando mais salas de aulas, equipamentos e laboratórios. “Não é admissível esse total desinteresse da Instituição com a formação de seus alunos, no curso de Fisioterapia, por exemplo, estamos tendo aulas práticas no chão, porque faltam até mesmo macas” [5] diz uma estudante ao Portal AZ. Em 2010 e até em 2011 essas manifestações continuam, e como veremos adiante não são bem vistas pelo magnânimo Reitor.

Violência

No final de 2009, em um episódio trágico estudantes apanham de seguranças da UFPI em uma manifestação que não era violenta. O fato é que a instituição iria ceder ao ex-governador Hugo Napoleão, amigo pessoal do Reitor, um titulo Doutor Honoris Causa, que a comunidade acadêmica recebeu negativamente e compareceu para protestar contra essa afronta a moral da instituição, pois Hugo Napoleão faz parte do grupo político que dominou o estado durante a ditadura militar e até os fins da década de 90, além de ter sido acusado de desvio de 6,7 milhões de reais em 2003.

Um grupo pequeno de apenas 30 estudantes mais ou menos se reuniu em frente ao local onde o titulo estava sendo entregue e gritaram coisas como “Hugo ladrão, Reitor também ladrão” e foram recebidos em um espaço que era normalmente de livre passagem, por uma barreira de guardas que agiram violentamente atacando os estudantes e rasgando faixas que foram levadas, por ordem da administração superior, a magnificência Luiz Junior. Descreditando mais uma vez o nome já sujo da instituição e colocando de vez o nome do Reitor não apenas entre a fauna urbana dos colarinhos brancos do país, mas também entre os mais autoritários administradores públicos. Apenas em abril de 2010 os seguranças foram condenados pelas agressões, porém como sempre, sem atingir a figura do Reitor: http://www.180graus.com/geral/segurancas-da-ufpi-que-agrediram-estudantes-sao-condenados-321842.html.

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Não esqueçamos também, que o ano termina sem o Hospital Universitário se quer estar próximo de sua conclusão estrutural, muito menos de sua inauguração que não aconteceu até hoje.

2010

Nova acusação do MP

Em janeiro de 2010 Kilpatrick Muller, aquele que foi exonerado do cargo de presidência da COPESE em 2009 por não ter assinado um pedido do Reitor, resolve abrir o bico e denuncia ao MP enriquecimento ilícito por parte de Luiz Junior e outros administradores através de dinheiro da universidade. Valores que segundo o proponente da acusação, é superior a um milhão de reais. Diz que cada membro da COPESE recebeu em torno de 31 mil reais, quando só deveria ter recebido no máximo 4 mil. O reitor rebate a acusação dizendo que Kilpatrick é medíocre e faz parte da oposição, como se apenas isso servisse para encerrar as investigações (e serviu). Além disso, ele relembra o motivo pelo qual o referido professor foi exonerado do cargo de presidente da COPESE: “Ele (Kilpatrick Muller Bernardo Campelo) foi demitido por incompetência. Chegou um dia que precisava assinar uma documentação e não aceitou. Eu estava viajando para Fortaleza-CE e liguei para ele para saber o que aconteceu. Mas ele insistu em dizer que não ia assinar. Quer dizer, descumpriu com o que a UFPi estabelece e perdemos a confiança nele. Daí resolvemos demiti-lo” [6]. No entanto, que tipo de documentação era essa que ele queria assinar? Não é dito. O que me parece evidente é que o dinheiro corre solto na COPESE e na Fundação Cultural de Fomento à Pesquisa, Ensino e Extensão da UFPI, principalmente para os aliados do Reitor. Mas é bom notar que todos os aliados do magnânimo em um momento ou outro viram de lado, pois até aqueles que ocuparam cargos de confiança designado por ele, se viram contra sua tirania.

Mídia

O notório é que a mídia olha para a universidade com olhos viciados, apontando a UFPI apenas como um local de eminente progresso tendo em vista as obras advindas do dinheiro do REUNI. Obras essas, porém, que parecem nunca chegar a sua conclusão, como o HU, parte do Centro de Tecnologia e as estradas que cortam o campus de Teresina.

As denuncias ocorridas junto ao MP, tem cobertura inexistente nos jornais impressos, muito poucos desfechos na mídia virtual e alguns flashs desinteressantes no jornalismo televisivo, revelando o pouco interesse da imprensa local com a saída do reitor, talvez porque o estado como um todo bebe da fonte acadêmica da UFPI, ficando literalmente com o rabo preso.

Não podemos esquecer também que a UFPI só fica atrás financeiramente no estado do Piauí na verba recebida, ao Governo do Estado e ao município de Teresina, sendo superior portanto a 99,9% do orçamento de todas as outras instituições do Piauí, o que torna Luiz Junior, Reitor, o terceiro homem politicamente mais forte do estado. Qual o interesse da mídia em meter o nariz em alguém assim? Nenhum.

Canteiro de Obras ilimitado

Em março a UFPI recebe mais 30 milhões do Ministério da Educação e Cultura, cujo 19 milhões vão ser investidos no HU mais uma vez, para compras de equipamentos, que o Reitor prometia finalizar a obra em 2008 e comprar equipamentos em 2009, junto a esses 19 milhões se tem os 15 milhões de 2008, somando 34 milhões que superam a expectativa de 30 milhões necessários para a construção da obra, que permanece inacabada até hoje, após 20 anos de desvios constantes, metade deste tempo sob gestão de Luiz Junior.

Numa inauguração de blocos do Centro de Tecnologia, estudantes e professores fizeram manifestações contra o autoritarismo do reitor Junior. Primeiramente pelos desvios de verba que vinha cometendo nos últimos anos e depois contra mais um golpe desferido contra a democracia. O que acontece é que um diretor de centro foi eleito no CT, porém o reitor empossou alguém de sua laia e não aquele escolhido de forma democrática. Com apitos e gritos os estudantes e professores se mantiveram em frenesi gritando frases e segurando faixas contra o ditador da UFPI. A brecha encontrada pelo Reitor para empossar o perdedor nas eleições de centro é que: “por lei, para ser diretor de qualquer centro acadêmico hoje, é preciso ter uma especialização a mais, é preciso ser no mínimo doutor”.

Ainda em 2010, por volta de abril, começou a construção de um Portal inútil academicamente, com custo de mais de 1 milhão de reais, que só foi inaugurado em 2011. O tal Portal serve apenas para coroar o gosto por obras faraônicas do reitor, cujo pelo menos essa foi construída dentro do prazo, já as outras… mas ainda assim, uma obra inútil e se servia para embelezar e dar uma autoridade estética para a instituição, falhou amargamente, pois não passa de um pastiche moderno dos anos 70, totalmente ultrapassado e sem sal, futurismo retrogrado, eu diria. Retrogrado, insalubre, inexpressivo, e desnecessariamente caro.

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PSIU

Sem nenhum debate com os estudantes, ou estudos aprofundados na utilidade do ENEM no ensino superior, o Reitor adere completamente ao SISU, abandonando o Programa Seriado de Ingresso na Universidade. O problema em si não é a adesão ao SISU, mas a falta de atitude democrática, a falta de debate com os principais interessados: os estudantes.

Ocorre uma super-valorização do SISU, esquecendo-se os problemas básicos que permeiam a UFPI. Louvam o que o programa tem de bom, mas se negam a ver os evidentes problemas que serão causados. Por exemplo, a Residência Universitária passa infinitamente longe de suprir a demanda de estudantes do interior do estado que vem para a capital, imagine com os estudantes que vem de outro estado? Mal cabe 150-200 estudantes lá, imagine 500, 1000, e assim por diante. Mesmo assim um dos argumentos para aderir ao SISU é a mobilidade do corpus estudantil… como se tivéssemos na UFPI estrutura mínima para isso.

Mais denuncia no MP

O Ministério Público abre processo através de denuncia da ADUFPI sobre a irregularidade das realizações dos concursos públicos realizados na UFPI. Segundo a ADUFPI o Decreto 6.944, de 21 de agosto de 2009 diz que as apresentações orais e as defesas memoriais devem ser gravadas, para avaliação posterior. Isso visa que a cúpula administrativa não manipule livremente os resultados dos concursos, pois os critérios usados para formação das bancas, são basicamente: ser amigo do rei ou amigo de um amigo do rei.

Mais agressão

As manifestações pedindo estrutura mínima de estudo continuam acontecendo no campus de Parnaíba. Ao saberem da presença do reitor na cidade, os estudantes paralisam o carro do magnânimo quando ele se dirigia para a inauguração do Restaurante Universitário e quando menos esperavam, foram agredidos por seguranças ao mando do reitor. Outros estudantes tentaram se aproximar, para pedir explicações sobre a situação precária dos seus cursos e foram também recebidos com agressões.

Oficialmente a UFPI negou através de nota ter ocorrido alguma agressão, o mesmo que aconteceu em 2009, mas ao menos os guardas que agrediram os alunos em 2009 foram condenados, desmentindo a nota emitida pela instituição. O reitor se negou a conversar com os alunos, mesmo que antes tenha prometido realizar uma audiência. Foi embora do campus após a inauguração do RU ter ocorrido debaixo de intensa vaia do começo ao fim, um demonstrativo da insatisfação dos estudantes de Parnaíba, que o fez correr de volta pra Teresina onde fica mais seguro.

A Direção do Campus de Parnaíba, as únicas pessoas que tiveram a “honra” de entrar em dialogo com o Reitor no momento da inauguração do RU de lá, ainda tiveram o disparate de mandar uma nota de repúdio à manifestação dos estudantes, se referindo a ela como “desrespeitosa” e “ilegítima”. Pois, segundo a direção, através da estratégia tecnocrática de vomitar números, o campus de Parnaíba melhora vistosamente se comparada com antes das eleições de Luiz Junior! O único problema seria que o número de alunos aumentou, como se isso não fosse algo causado justamente pela política do senhor autoritário reitor. Enfim, os mesmos problemas que Junior deixava subentendido em 2008 ao então Ministro da Educação, cabem nos benefícios que o Diretor do Campus diz ter sido garantidos com a existência do magnânimo.

No meio dessa confusão e agressão em Parnaíba, termina 2010 de forma obscura na UFPI.

2011 e os problemas atuais

Vou relatar agora brevemente alguns problemas que vi em 2011. O HU parece que depois de 20 anos em obras vai finalmente ser finalizado, porém, corre sério risco de uma privatização parcial por causa da MEDIDA PROVISÓRIA Nº 520, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010. Vai ter muito burburinho e provavelmente agressão nas manifestações.

O Espaço Cultural Noé Mendes, onde acontecem frequentemente as culturais, calouradas, enfim, os eventos dos estudantes da UFPI estava em reforma desde 2010, mas parece que também vai ser reinaugurado esse ano, após investimentos que chegam a 1,3 milhões. Só que também vai ser parcialmente privatizado. Antigamente para se usar o espaço, bastava um cheque calção, para cobrir eventuais custos, caso fosse necessário, mas o que consta no novo projeto do espaço é que vai ter que se pagar taxas de uso, um cheque calção absurdo, entre outras barreiras. Basicamente vai impossibilitar o uso de um espaço que é publico, por causa de taxas altíssimas que podem chegar a 1000 reais com facilidade. Enfim, uma putaria do caralho que certamente vai beneficiar o bolso de algum amigo do reitor. Em breve vai ter muita confusão por lá, disso não tenho duvidas, é só esperar.

As greves continuam intensas em Parnaíba por parte dos estudantes e o Reitor diz para a imprensa que não EXISTE problema nenhum no campus, e fica por isso mesmo. Nada muda por lá, mesmo marasmo e um canteiro de obras infinito.

A UFPI passou quatro anos expandido seu espaço e só agora tiveram a inteligente idéia de aumentar o número de subestações de energia elétrica. Ou seja, planejamento zero, caso a instituição estivesse realmente zelando por um desenvolvimento minimamente sadio isso deveria ter sido uma das primeiras coisas a ter sido construída. Parabéns Reitor e equipe.

Não é só o Reitor que é problemático, basicamente todos aqueles que estão lotados em cargos de confiança, que são os mais importantes e bem remunerados da Universidade, partilham de seu autoritarismo. Como exemplo cito a Prof.ª Dr.ª Antonia Dalva França Carvalho, chefe da comissão de currículo da UFPI e Coordenadora institucional do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID que vem usando de sua autoridade para de forma vexatória ameaçar e inibir professores e estudantes da instituição. Temos o caso do curso de história, que nunca teve seu novo currículo aprovado nos últimos sete anos, apenas por má vontade da referida professora com o curso. Essa mesma senhora é responsável por me reprovar no primeiro período de 2010 em Psicologia da Educação 1 apenas porque a desafiei em sala de aula, dizendo que sua aula era adestradora, antiquada e positivista, após ELA mesma me perguntar diante da turma. Lembro também que ela ameaçou reprovar em sala de aula quem falasse mal do rei-THOR. Uma vergonha pra uma instituição democrática e produtora de conhecimento… em teoria.

Enfim, já chega, esse post vai ficar gigante assim mesmo, pois é um dossiê sobre as atitudes do crápula.

Por causa de tudo isso que falei até aqui é que ando insistindo nessas ultimas semanas com a tag #FORAREITORUFPI e vou continuar por um tempo se você puder ajudar, seria ótimo!


[1] http://180graus.com/politica/reitor-da-ufpi-e-acusado-pelo-mp-e-a-folha-de-sp-repercute-80467.html

[2] http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/97842/623

[3] http://www.cidadeverde.com/ufpi-reitor-diz-que-e-falta-de-noticia-acusacoes-do-mpf-31269

[4] http://www.ufpi.br/cecli/arquivos/file/guia_aluno.pdf

[5]http://www.portalaz.com.br/noticia/municipios/137483_sem_estrutura_estudantes_iniciam_greve_na_ufpi.html

[6] http://180graus.com/geral/reitor-da-ufpi-acusado-de-suposto-desvio-de-r-1-milhao-285265.html

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