.hack//G.U.

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Entre tantos RPGS de ps2, tem um em particular que me chamou atenção antes do final de 2010 e que considero pouco divulgado no ocidente: .hack//G.U. ( são 3 jogos Vol. 1: Rebirth, Vol. 2: Reminisce e Vol. 3: Redemption) da franquia multimídia .hack que simula um MMORPG.

O universo de .hack (que conta com inúmeros mangás, animes e duas séries de jogos pra ps2, todos fantasticamente conectados entre si) tem como centro narrativo em si um MMORPG fictício chamado “The World”. O jogo trabalha em 3 níveis de realidade:

1 – Jogador (o você real que vai jogar)

2 – Personagem (dono de um AVATAR no fictício MMORPG ‘The World’)

3 – Avatar (o personagem que está inserido dentro de The World)

O impressionante no jogo é a capacidade de envolver o jogador no nível 2 e 3 de realidade através de simulações de coisas que ocorrem no nível 1, a realidade. Não se trata simplesmente de você jogar como o avatar dentro de The World e sair matando bichos para upar, formar uma guild forte e terminar o jogo, se tornando o ‘fodão’ como se fosse um reles simulador de MMORPG. Muito pelo contrário, .hack é um jogo muito mais conceitual para se jogar e refletir calmamente , acompanhando o desenvolvimento do personagem do que ação em si, talvez por isso fez pouco sucesso no público do ocidente. Ouso dizer que o que prende alguém em .hack é completamente sua história, pois a jogabilidade fica limitada mesmo para um possível jogo em videogames de última geração. Dentro do nível Jogador se simula um computador com internet, e-mail, player e um lugar pra salvar o jogo, claro, e através da Internet ficamos sabendo do que acontece no Japão de 2017, ano em que o jogo se passa.

Em .hack//G.U. somos imersos em fóruns sobre o jogo e em notícias sobre o mundo real fora do jogo que influenciam o que acontece lá dentro.

O plot no nível 2 ( Personagem) é que no ano de 2008, um vírus chamado “Pluto’s Kiss” acabou com a internet como se conhecia. Esse vírus através de uma sequência sincronizada de luzes conseguia fazer com que o cérebro humano entrasse em curto e a pessoa entrasse em coma ou morresse. O criador do vírus foi preso e vemos na internet que ele está sendo levado para julgamento correndo risco de ser morto. Isso criou uma verdadeira crise na rede mundial de computadores, tudo passa a ser vigiado.

No ano de 2010 a internet volta a funcionar normalmente e isso coincide com o lançamento do jogo ‘The World R:1’ , porém dentro do jogo de alguma maneira sobreviveu remanescentes do vírus “Pluto’s Kiss” e através dele se criou um personagem dentro de ‘The World’ capaz de ao derrotar um outro personagem fazê-lo entrar em coma. Mais do que um bug é um vírus que se desenvolveu dentro do jogo e que acaba causando a Segunda Crise na rede mundial de computadores (tudo isso acontece na série de 4 jogos chamada apenas de .hack).

Sete anos depois, temos .hack//G.U. onde uma nova versão de The World é lançada a R:2! O Japão voltou a ter confiança na internet, porém o vício das pessoas em jogos on-line ou realidades alternativas preocupa a sociedade nipônica. Ao acessarmos sites através do navegador dentro do jogo (claro que tudo limitado, só podemos acessar o que já tem lá) podemos ver vídeos de viciados que passam o dia todo na rua com óculos que lhes lançam nessa outra dimensão, crianças que formam gangs para roubar outros jogadores e até mesmo jovens rebeldes cyber-terroristas que buscam reagir às limitações impostas pelos governos do mundo todo à internet após o vírus “Pluto’s Kiss”.

Como disse no começo do post, o que interessa muito mais do que a jogabilidade limitada do jogo é a capacidade de nos inserir dentro de seu universo nos diversos níveis! Dentro dele encontramos estudos sobre comportamento de viciados introvertidos, vídeos sobre repressão virtual e cyber-terrorismo, simulação das relações entre oriente e ocidente em acordos nucleares e espaciais e etc. Ainda existe o outro nível que é o próprio Universo dentro de The World, que acompanhamos via fórum, no qual alguns personagens e itens são lendários, em que existiu uma guerra entre humanos e deuses, numa mistura de cyber/steampunk e ultra-modernidade (tem um personagem específico que dentro do jogo diz saber tudo sobre ‘cyberpunk’ e fala um monte de blábláblá mesmo).

Já em .hack//G.U. acompanhamos o personagem Haseo, um P.K.K. (Player Killer Killer) que após enfrentar um inimigo surgido de um bug no jogo desce do nível 133 para o nível 1 e perde todos os seus equipamentos, além de sua amiga entrar em coma após o personagem ser nocauteada in game. Ele busca alguma maneira de enfrentar esse P.K. bugado, chamado de Tri-edge (um backup maligno do personagem da primeira série de jogos .hack e que aparece em alguns animes, ele tem a capacidade de modificar os dados a seu bel prazer dentro de The World, é uma AI extremamente independente e que se esconde). O nome G.U. vem de uma guild formada por G.M (games masters) que recrutam Haseo para solucionar o problema da coma, que além de poder salvar sua amiga, pode salvar a empresa que faz o jogo de um vexame publico novamente na sua segunda versão do jogo.

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Pra quem gosta de um jogo em que se pode curtir a história e os adicionais .hack é ideal, porque além de demorar muito tempo pra explorar tudo isso que acontece nos diversos níveis, ainda tem animes e mangás que explicam muitas coisas dentro do universo. Foi uma jogada certeira da Cyberconnect2 transformar o mangá da Kadokawa Shoten em um jogo e ser eficiente em deixar quem joga afim de saber mais sobre esses mundos.

Porém, se você quer só sentar, relaxar apertando freneticamente milhares de botões e jogar, passe longe desse jogo, ele vai ser simplesmente entediante.

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Comentários

  • Alessio Esteves  On 15/02/2011 at 12:53

    Esse jogo tem em inglês ou é só em japonês?? Tenho PS2, m interessei…

    • agrt  On 17/02/2011 at 20:48

      Tem em inglês, basta buscar uns torrents miados da webz!

  • fabiano  On 06/03/2011 at 3:44

    poooooo hack g.u. é bom d+ ahuahuahuahauahu zerei umas 3 vzes (1 vez o 1 segunda o 1 e o 2 e da terceira o 1 2 e o 3 rofl)
    historia perfeita d+ eu passava a noite em claro so querendo saber o que ia acontecer.
    tem uma continuação que infelizmente não conseguir jogar que é o .hack//link que supostamente da para jogar com varios personagems da serie mas parece que foi criticado no japão pelo sistema d batalha, mas para variar parece que a história do jogo continua top de linha

    • agrt  On 06/03/2011 at 4:42

      Não sei nada sobre esse .hack//link , hum, vou dar uma procurada depois, pq a história do jogo me deixou muito afim de mais!

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