Ayreon é Ayreon, porra!

Não me importa se os riffs do Dream Theater são fodásticos, se a temática do Amon Amarth é geralmente sobre escandinávia medieval ou se o baterista do Slipknot comeu um sapo vivo quando tinha 10 anos de idade. Quer ouvir música realmente impressionante? Ouça o projeto musical de Arjen Lucassen chamado Ayreon.

Ayreon não se trata simplesmente de guitarras solando loucamente, enquanto algum enjoado loiro canta o mais fino possível até estourar os culhões. Esse é um projeto conceitual que inaugurou em 1991 o que hoje chamamos de ópera-metal, uma volta ao ópera-rock de Pink Floyd, The Who e Allan Parsons.

Cada música é como um ato de uma peça, cada letra é parte de um quebra cabeça que vai ter suas peças desenvolvidas em outros álbuns e que mesmo ouvindo-se centenas de vezes parece sempre incompleto. Além disso, os arranjos e a execução de cada música é diferente uma da outra, porque são pessoas diferentes cantando e tocando em cada uma delas, o que as harmoniza é a história contada. Seria Ayreon um Lost do metal-progressivo? Certamente não, apesar do último álbum ter tido um final tão esquisito quanto o de Lost.

Já que Ayreon é um projeto conceitual, o que seu nome significa? Ayreon é um bardo que nasceu muito antes de cristo e desenrola todos os fios da história que vai ser contada em quase todos os CDs do projeto musical.

Em “The final Experiment”, o primeiro CD do projeto, se conta a história de um bardo cego que vive muito antes de cristo, chamado Ayreon, e que começa a ter visões sobre o futuro da raça humana. Ele prevê que no fim dos tempos o ser humano vai causar sua própria destruição. Essas visões que ele tem na verdade são mandadas do futuro por meio de uma máquina dos sonhos inventadas depois do ano de 2080. As pessoas do futuro mandam essas mensagens para o bardo no intuito de que ele muitos anos antes de cristo tente mudar os rumos que a humanidade está tomando.

Para realizar o que se foi pedido, o bardo começa a viajar pelas cidades cantando a morte da terra no futuro causada pelos próprios homens, então os aldeões de todos os lugares o expulsam das cidades. Em certo momento ele encontra o rei Arthur e canta para todos com a permissão do rei. O mago Merlin fica com ciúmes do poder de ver o futuro do bardo e diz que tudo dito por ele é mentira, nesse momento Merlin joga uma praga em Ayreon, mas depois o próprio Merlin descobre que ele realmente via o futuro e prevê que o mesmo bardo vai renascer de novo, mas só no século XX.

Cada música desse álbum tem uma sonoridade específica, entre metal experimental, melódico e progressivo com pitadas de black metal. O que torna interessante esse projeto, além da fantástica história contada, de Arjen Lucassen é justamente a geléia musical que ele faz, sem perder a força impactante de uma sonoridade que alterna entre agressividade e harmonia, seguindo o estado de humor do próprio bardo Ayreon.

O resto dos álbuns desenvolve a temática do bardo por outras perspectivas ou explica partes sombrias deste primeiro CD. Não vou aqui comentar sobre eles, o que queria era mais chamar atenção para um projeto musical de alta qualidade que é impressionantemente ignorado.

 

Computer Reign (Game Over) (Act III "Visual Echoes")
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Comentários

  • Danieli Dagnoni  On 21/08/2010 at 13:48

    Conheço esse filme… quer dizer esse Arjen Lucassen, há uns 2 meses meu namorado fez QUESTÃO de me falar dele. Mas sabe como é né, eu sou mais Lady Gaga… 😛

  • agrt  On 21/08/2010 at 13:57

    gosto é que nem cu, todos tem e uns fodem os dos outros, vc é a que é fodida

  • coringa138  On 21/08/2010 at 17:17

    eu já não sou tão headbanger como antigamente, mas esse é um projeto que eu ainda não ouvi e quero muito conhecer.

    vou recorrer à ilegalidade heuaha

    • Alessio Esteves  On 22/08/2010 at 13:12

      Todos aqui já foram hedbangers e góticos, é isso?

      • coringa138  On 23/08/2010 at 4:14

        acho que é mais ou menos por aí rs

  • Mário Henrique  On 22/08/2010 at 14:31

    Ayeron é Ayreon… Mas não é Blind Guardian… he he he

  • Danieli Dagnoni  On 22/08/2010 at 20:18

    Olha eu tenho uma audição mais feliz com Blind Guardian, ou com um heavy metal mais antigo, e cu é aquela coisa, cada um sabe do seu :]

    • agrt  On 22/08/2010 at 20:33

      ha ha, fui muito violento ali, mas okay, já eu só gosto de uns hype do blind guardian e nem curto “metal”
      nunca fui headbanger, meu negócio é mais mesmo música psicodélica, blues and jazz or rock in roll clássico, sou digamos, musicalmente hippie demais
      dos projetos do Arjen Lucassen só gosto desse, acho os outros que escutei um monte de bosta no liquidificador, Stream Passion, Star One e sei lá mais o que

      • Danieli Dagnoni  On 22/08/2010 at 20:39

        Só não me fale em Sigur Ros, por favor…

      • Aline Cavalcante  On 24/08/2010 at 18:58

        AH NÃO DANI…..
        Eu amo Sigur Ros (pra relaxar e acalmar :v)

  • Ivã  On 23/08/2010 at 0:19

    Convenceu mais um a ouvir

  • Vinicius Reis  On 23/08/2010 at 2:03

    Ó, tem uns erros no texto aí. Ayreon não significa Ayreon pq é o nome do menestrel. Ayreon é como os americanos pronunciam o nome do Arjen, por isso esse nome.

    • agrt  On 23/08/2010 at 2:16

      o menestrel que renasce na previsão do mago Merlin no século XX é o próprio Arjen, então Ayreon = Arjen = Menestrel

  • synthzoid  On 23/08/2010 at 14:01

    headbanger, gótico, rivethead…cê escolhe, eu fui. rs.

  • coringa138  On 23/08/2010 at 20:12

    poxa Dani, eu gosto tanto de Sigur Rós…

  • Alessio Esteves  On 24/08/2010 at 0:06

    E já ouviram o novo do Blind Guardian?? Tá fodão!!

    • Aline Cavalcante  On 24/08/2010 at 18:57

      Nem achei tão fodão assim, hein. Eles estiveram melhores em albuns anteriores…

      • Alessio Esteves  On 24/08/2010 at 23:24

        As vezes acho que os álbuns estão bons e nós é que estamos chatos…

      • Mário Henrique  On 25/08/2010 at 2:06

        Wha-wha-wha-what!!! O álbum está maravilhoso e a banda tem criado coisas cada vez mais espetaculares. Ok ok, este álbum não é um Imaginations ou Nightfall, mas está logo depois, viu? Cara, ouça Curse my Name ou A Voice in the Dark e pense em que banda conseguiu mandar tão fodasticamente bem ao juntar letra e melodia. Isso porque nem vou começar a falar do resto das músicas ou vou ultrapassar os limites de fã chato, para me tornar o fã insuportável.

  • Aline Cavalcante  On 25/08/2010 at 11:29

    Não disse que não tinha menções honrosas no novo álbum.
    Só disse que eles estiveram melhores em álbuns anteriores, CALMAÍ

  • metalhead  On 12/08/2012 at 2:02

    Ayreon -^________________________________________________________________________________^

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